Aretha Franklin, considerada a rainha do soul e uma das maiores vozes da música mundial, foi uma das artistas negras mais influentes da história

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Aretha Franklin: A rainha da soul music

 

 

 

Ícone do soul e do R&B, Aretha Franklin fala a repórteres em uma coletiva de imprensa em março de 1973, um dia depois de seu aniversário de 31 anos (Foto: AP/Arquivo)

 

 

Cantora americana ficou famosa por sucessos como ‘Respect’ e ‘(You Make Me Feel Like) A Natural Woman’.

 

A rainha do soul, saiu dos corais da igreja para as pistas de dança e se tornou uma das maiores divas dos Estados Unidos.

 

 

Aretha Franklin durante performance no Radio City Music Hall, em Nova York, em fevereiro de 2017 (Foto: Jamie McCarthy / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / AFP)

 

 

Ela era a única cantora em atividade comparável ao trio Billie Holiday (1915-1959), Ella Fitzgerald (1917-1996) e Nina Simone (1933-2003).

 

 

 

Aretha Louise Franklin (Memphis, Tennessee, 25 de março de 1942 – Detroit, 16 de agosto de 2018), considerada a rainha do soul e uma das maiores vozes da música mundial, foi uma das artistas negras mais influentes da história e intérprete de sucessos como “Respect” (1967) ou “I Say a Little Prayer” (1968).

 

 

Mais do que a voz poderosa, Aretha teve na versatilidade seu grande trunfo para se tornar a artista feminina a ter mais singles inseridos nas paradas na revista “Billboard”. Foram 112 gravações, 20 delas alcançando o topo da parada americana de rhythm’n’blues.

 

 

Para completar a soma de números impressionantes, a cantora vendeu 75 milhões de discos em todo o mundo e colecionou estatuetas do Grammy. Ganhou 18 vezes o maior troféu da música, em 32 indicações entre 1968 e 2008, além de mais três prêmios honorários pelo conjunto de sua obra de 42 álbuns de estúdio, 6 álbuns ao vivo e 131 singles.

 

 

A versatilidade fez Aretha exibir seu talento no soul, no jazz, no R&B, no rock, no funk e na música gospel, esta que foi seu primeiro ambiente sonoro.

 

 

Ela gravou seus primeiros discos aos 14 anos na igreja de seu pai, Clarence LaVaughn Franklin, um pastor batista. Em uma carreira de mais de 60 anos, Aretha Franklin ficou conhecida como a Rainha do Soul, mas seu estilo foi muito além disso. A cantora, que saiu dos corais da igreja para as pistas de dança e se tornou uma das maiores divas dos Estados Unidos.

Começou como estrela gospel adolescente, mas em menos de uma década se tornou um grande nome do R&B americano, o rhythm and blues surgido nos anos 40 com influências como jazz e corais de igreja.

Aretha gravaria mais alguns discos gospel nas décadas seguintes, em devoção ao pai. Mas, já no final dos anos 1950, revelou à família o desejo de cantar música pop. E o pai mais uma vez a ajudou, contratando professores e consultando executivos de gravadoras.

Sondada pela Motown, que abrigava os grandes nomes da música negra americana, ela acabou contratada pela Columbia em 1961. E a escolha foi a melhor possível, para a cantora e também para o selo. John Hammond, lendário produtor que fizera fama com Billie Holiday, cuidou das gravações de Aretha na Columbia. Foram nove álbuns primorosos entre 1961 e 1966, mas sem um estouro de sucesso popular.

A primeira grande virada na carreira veio em 1967, quando assinou contrato com a Atlantic. Seu primeiro álbum pelo novo selo é um dos principais discos dos anos 1960: “I Never Loved a Man The Way I Love You”. Ao lado do envolvente soul na faixa-título, o disco trouxe “Respect” (1967), versão imbatível que ela fez para um single de Ottis Redding lançado três anos antes.

A canção, na qual ela diz que seu único pedido ao amante é que ele a respeite quando voltar para casa, passou a ser o cartão de visitas da cantora. Várias vezes regravada, ganhou dimensão de hino junto a movimento feministas.

Se soul, R&B e jazz transitaram desde cedo nos gêneros abraçados por Aretha, algumas regravações a aproximaram das plateias roqueiras, como “Eleanor Rigby”, dos Beatles, e “(I Can’t Get No) Satisfaction”, dos Rolling Stones.

No final dos anos 1970, entre a disco music e o punk rock, ela perdeu espaço na mídia e os discos não venderam tanto. Consumo intenso de cigarros e álcool eram aliados de problemas de saúde e muita luta contra a obesidade. Tudo isso prejudicava também sua vida fora de palcos e estúdios.

Sua guinada de volta ao sucesso só veio com mais uma demonstração da facilidade para assimilar outros gêneros e mesmo assim exibir uma personalidade musical potente. “Jump to It”, faixa que dá nome a seu álbum de 1982, liderou as paradas por quatro paradas seguintes. Com produção do então badalado Luther Vandross (1951-2005), o trabalho apontava para um som mais moderno, de balanço pop.

Aí veio a radicalização em busca do público jovem, com “Who’s zoomin’ who?”, de 1985. Pela primeira vez, depois de 33 álbuns na carreira, Aretha lançou um que ultrapassou um milhão de cópias vendidas. Em 1987, ela conseguiu emplacar seu último single em primeiro lugar ‘I Knew You Were Waiting (For Me)’ (1986). Este dueto com George Michael também renderia mais um Grammy para a estante da sala.

A partir dos anos 1990, seu ritmo de trabalho foi diminuindo a cada temporada. Influência também de seu notório medo de avião. Depois de um acidente em 1984, sem vítimas fatais, ela desistiu de voar e a partir de então só fez shows nos Estados Unidos, viajando de carro.

Aretha Franklin: 10 músicas para entender a cantora

Uma lista com 10 canções que não são exatamente seus maiores sucessos, mas ajudam a entender uma carreira tão longeva.

‘There is a fountain filled with blood’ (1956)

Aretha tinha apenas 14 quando lançou seu primeiro disco, “Songs of faith”. Ainda na igreja batista regida por seu pai, o reverendo C. L. Franklin, “There is a fountain fool of blood” era a primeira canção de seu álbum de estreia.

‘Respect’ (1967)

 

A “rainha do soul” ficou famosa com “Respect” (1967), sua primeira e única canção a chegar ao topo da principal parada de sucessos dos Estados Unidos.

A música resume o poder de Aretha. Composta e gravada originalmente por Ottis Redding, ídolo do soul, a cantora acelerou o arranjo, acrescentou vocais de apoio e a famosa parte em que soletra “R-e-s-p-e-c-t”.

‘Chain of fools’ (1967)

 

A canção foi escrita por Don Covay e inicialmente faria parte do repertório de Redding, mas o produtor da Atlantic Records, Jerry Wexler, decidiu que ficaria melhor na voz de Franklin.

Além de dar um Grammy à cantora, “Chain of fools” entrou para o hall da fama da premiação.

‘(You Make Me Feel Like) A Natural Woman’ (1967)

Acostumada a gravar canções como a mulher traída ou sofrendo, Aretha finalmente cantou sobre felicidade.

Ironicamente, a música foi criada quando Wexler disse para Carole King, uma das autoras da canção, que Aretha precisava de uma faixa do tipo “mulher natural” para seu novo disco.

‘Day Dreaming’ (1972)

Em uma época em que a produção de discos era bem diferente, em 1972 Aretha lançava seu 20º disco, “Young, gifted and black”. Nele, “Day dreaming” foi o maior sucesso.

Apesar de pouco celebrada dentro da discografia da cantora, a música ganhou diversos covers ao longo dos anos, de artistas como Mary J. Blige, Corinne Bailey Rae e Natalie Cole.

‘Jump to It’ (1982)

Assim como o som dos anos 1980, Aretha adotou um som mais dançante, como é o caso de “Jump to it”, música título de seu 31º disco.

O álbum também marcou seu primeiro grande sucesso após a saída da gravadora Atlantic Records, e a volta à grande forma.

‘Freeway of Love’ (1985)

Outro Grammy para Aretha com este hit dançante do álbum “Who’s zoomin’ who?”. Além de chegar à terceiro lugar na lista de mais ouvidas nos Estados Unidos, teve um dos clipes mais populares do ano.

‘I Knew You Were Waiting (For Me)’ (1986)

A música serviu como boa desculpa para que o britânico George Michael cantasse ao lado de uma de suas artistas favoritas.

O dueto também ajudou a levar a cantora ao topo das paradas na terra da Rainha pela primeira (e única vez). Ela também ficou em 1º nos Estados Unidos.

‘A Rose Is Still A Rose’ (1998)

Com 40 anos de carreira, “A rose is still a rose” foi um hit surpresa para a cantora. Produzida e escrita por Lauryn Hill, a música mistura o soul da veterana com o R&B e hip hop da ex-Fugees.

A música é composta por conselhos de uma figura materna para uma jovem, lembrando que, apesar dos machucados e decepções, ela ainda é uma rosa.

“Rolling in the Deep (The Aretha Version)” (2014)

Com o cover de um dos maiores sucessos de Adele, Aretha se tornou a quarta artista a conseguir 100 canções na parada de sucessos dos Estados Unidos ao longo dos anos.

A música foi o single principal do disco “Aretha Franklin sings the great diva classiscs”. e apresenta uma versão mais dançante da original, com direito a um breve refrão de “Ain’t no mountain high enough”, de Marvin Gaye.

“Respect” resume o poder de Aretha. Composta e gravada originalmente por Ottis Redding, ídolo do soul, a cantora acelerou o arranjo, acrescentou vocais de apoio e a famosa parte em que soletra “R-e-s-p-e-c-t”.

 

 

Cantora, compositora e dona de um timbre inconfundível, Aretha é considerada a rainha da soul music. Em mais de 60 anos de carreira, acumulou 18 prêmios Grammy, que a tornaram a segunda cantora com o maior número de estatuetas. Ela também fez história como a primeira mulher a entrar no Hall da Fama do Rock em 3 de janeiro de 1987.

 

 

 

 

 

“Queen of soul”

 

 

 

 

 

Considerada uma das maiores vozes de todos os tempos, Aretha Louise Franklin nasceu em Memphis, nos Estados Unidos, no dia 25 de março de 1942. Filha de Barbara Siggers e Clarence LaVaughn Franklin, Aretha passou parte de sua infância mudando de cidade diversas vezes até se estabelecer em Detroit. Foi lá que seu pai, um pregador itinerante da Igreja Batista, estabeleceu sua própria congregação.

 

 

 

Com a proximidade da igreja, começou a cantar aos dez anos de idade. A congregação recebia a visita de vários artistas que se tornaram referência para Aretha, como Sam Cooke e Mahalia Jackson. Apoiada pelo pai, ela fez sua primeira aposta na indústria fonográfica em 1956 ao gravar o álbum gospel “Songs of Faith”, aos 14 anos, tem apenas voz e piano, tocado por ela. Em pouco tempo, sua voz se destacou nos corredores de gravadoras e, se afastando da temática religiosa nas canções, recebeu diversas propostas.

 

 

Contratada pela Columbia Records em 1961, começou a trabalhar com o produtor John Hammond, que já acompanhava estrelas como Billie Holliday e Count Basie. Mesmo com muita expectativa em torno de Aretha, seu sucesso nos primeiros nove discos ficaram aquém do esperado pela gravadora, que não renovou seu contrato após seis anos.

 

 

Já em janeiro de 1967, Aretha foi contratada pela Atlantic Records, onde passou a interpretar outros gêneros musicais. E o sucesso veio rápido. “I Never Loved a Mand the Way I Love You” se tornou a canção mais tocada das paradas R&B e a nona posição geral da Billboard Hot 100. Em abril daquele ano, Aretha lançou “Respect”, canção de Otis Redding que se tornou um hino feminista e o maior sucesso de sua carreira. A música rendeu ainda o primeiro Grammy da carreira dela.

 

 

Os anos seguintes, na década de 1970, estabeleceram a cantora com um dos ícones da música mundial.

 

 

 

 

 

Hits no topo

 

 

 

 

A lista de singles de Aretha Franklin que estiveram no topo das paradas de R&B é extensa. Só em 1967, quatro canções lideraram o ranking: “I Never Loved a Man the Way I Love You”, “Respect”, “Baby I Love You” e “Chain of Fools”. Até 1977, com exceção de 1975, a cantora sempre emplacou pelo menos uma canção no lugar mais alto da lista do gênero.

 

 

 

Foi naquele período que Aretha eternizou sucessos como “Call Me”, “I Say a Little Prayer”, “Son of a Precher Man”, “Spanish Harlem”, “Angel”, “I’m in Love” e outras.

 

 

 

 

 

 

Prêmios e homenagens

 

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Aretha Franklin tem um dos nomes mais lembrados no Grammy com 44 indicações e 18 prêmios, além de três homenagens especiais por sua carreira. Em 1979, foi homenageada com uma estrela na Calçada da Fama de Hollywood e, em 1987, se tornou a primeira mulher a entrar no Hall da Fama do Rock.

 

 

 

Em 2005, Aretha recebeu a Medalha Presidencial da Liberdade – a maior condecoração para um civil americano – das mãos do então presidente George W. Bush.

 

 

Ela também cantou em janeiro de 2009 na posse do presidente americano Barack Obama.

 

 

Família e problemas de saúde

 

 

 

Bem mais magra, Aretha Franklin canta em um evento da Fundação Elton John contra a Aids em novembro de 2017. (Imagem: Dimitrios Kambouris/Getty Images)

 

 

 

Aretha Franklin teve quatro filhos –Clarence, Edward, Ted e Kecalf– e foi casada duas vezes. O primeiro relacionamento foi com Ted White, entre 1961 e 1969, e depois com Glyn Turman, entre 1978 e 1984.

 

O primeiro casamento, com Ted White, foi um relacionamento abusivo, encerrado com denúncias de espancamento. Depois foi casada com o ator Glyn Turman. Seu companheiro por mais tempo foi Willie Wilkerson. Estiveram juntos por vários períodos desde os anos 1970, até a separação definitiva em 2012.

 

 

 

Durante a década de 1980, Aretha admitiu ter problemas com o cigarro e álcool. Em 1992, parou de fumar porque estava “estragando sua voz”.

 

 

Os problemas de saúde da cantora se intensificaram em 2010, quando cancelou uma série de shows e foi submetida a uma cirurgia. Na época, rumores já afirmavam que ela sofria de câncer no pâncreas. Nos anos seguintes, Aretha voltou ao noticiário depois de cancelar apresentações por causa de internações de emergência.

 

 

 

A cantora seguiu com apresentações esporádicas. Em 2017, reapareceu bem mais magra e, durante um show em Detroit, pediu para a plateia: “Orem por mim”. Seu último show foi em 7 de novembro de 2017, durante evento promovido pela fundação de Elton John contra a Aids, na Cathedral of Saint John the Divine, em Nova York.

 

 

Aretha Franklin morreu em Detroit, nos Estados Unidos, aos 76 anos, em 16 de agosto de 2018.

 

Aretha Franklin estava lutando contra um câncer, diagnosticado em 2010. Em uma de suas últimas apresentações, em novembro de 2017 em Nova York, ela já aparentava estar frágil e debilitada, e que, nos últimos dias, ela estava pesando menos de 40 kg.

(Fonte: https://g1.globo.com/pop-arte/musica/noticia/2018/08/16 – POP & ARTE / MÚSICA / NOTÍCIA / Por G1 – 

(Fonte:https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2018/08 – ILUSTRADA / Por Thales de Menezes – 16.ago.2018)

(Fonte: https://cultura.estadao.com.br/noticias/musica – NOTÍCIAS / MÚSICA / CULTURA / Por João Marcos Coelho, especial para O Estado de S. Paulo – 16 de agosto de 2018)

(Fonte: https://entretenimento.uol.com.br/noticias/redacao/2018/08/16 – NOTÍCIAS / ENTRETÊ / MÚSICA / Por Renata Nogueira e Osmar Portilho Do UOL, em São Paulo – 16/08/2018)

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