Andrea Camilleri, um dos maiores expoentes do romance policial no mundo, autor dos romances do inspetor Montalbano

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Andrea Camilleri, mestre do romance noir italiano, autor dos romances do inspetor Montalbano

 

O escritor de romances policiais ficou conhecido por seus livros que narram as aventuras do comissário Salvo Montalbano

 

 

Andrea Calogero Camilleri (Porto Empedocle, 6 de setembro de 1925 – Roma, 17 de julho de 2019), autor italiano, um dos maiores expoentes do romance policial no mundo, criador dos romances aclamados do inspetor Montalbano.

 

Diretor de teatro, de televisão, roteirista e escritor italiano, tornou-se conhecido como romancista tardiamente, mas o sucesso foi avassalador como criador do emblemático comissário Montalbano.

 

Foi sob sua caneta que nasceu, em 1994, o famoso comissário Montalbano, apreciador da boa mesa e uma das principais figuras do romance policial europeu.

Camilleri, nascido em Porto Empedocle (Sicília), no dia 6 de setembro de 1925, que na infância, depois de um breve período no colégio episcopal – foi expulso após atirar ovos contra um crucifixo -, Camilleri foi estudar na escola Empédocles de Agrigento, fechada em 1943 após desembarque iminente de forças aliadas na Sicília.

Em 1945 publica poemas e contos em revistas e vai estudar literatura na Universidade de Palermo. Nos seus romances, sua cidade natal surge transfigurada como a cidadezinha imaginária de Vigàta, situada na também fictícia província de Montelusa.

Estreou como romancista em 1978. Seus livros, principalmente os romances policiais protagonizados pelo comissário Salvo Montalbano, têm grande sucesso na Itália e em outros países.

Camilleri passou a maior parte da vida trabalhando como diretor de teatro, roteirista e professor, só se tornando um escritor bem-sucedido e altamente prolífico no final da casa dos 60 anos de idade.

Ele escreveu mais de 100 livros. Os romances de Montalbano lideraram as listas de livros italianos mais vendidos com frequência, foram traduzidos em 32 línguas e são a base de uma série de televisão popular transmitida pela RAI e vendida em todo o mundo.

 

Ele publicou seu primeiro livro com 53 anos, mas causou pouco impacto, e na sequência ficou muitos anos sem escrever, só produzindo a primeira aventura de Montalbano, “A Forma da Água”, em 1994, quando estava com quase 70 anos.

 

O 26º romance da série, “The Cook of Alcyon”, chegou às livrarias de seu país no final de maio. Em 2006, Camilleri disse ter preparado um volume final que descreve a morte de seu herói detetive e que está trancado no cofre de sua editora.

 

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A popularidade de Camilleri, um fumante compulsivo, e de seu alter ego Montalbano, amante da boa mesa, disparou depois que a RAI começou a adaptar as aventuras do detetive siciliano em 1999, subsequentemente vendendo a série em todo o globo.

 

As histórias de Montalbano se passam na cidade fictícia de Vigata, que tem muitas semelhanças com a cidade-natal de Camilleri, Porto Empedocle, situada no sul da Sicília. A vida e a cozinha sicilianas se infiltram nos mistérios, assim como o dialeto local.

Em 2003, Camilleri recebeu a Ordem do Mérito da República Italiana.

Televisão

Foi funcionário da emissora RAI durante muitos anos, como diretor e produzindo os famosos seriados policiais do comissário Maigret e do tenente Sheridan. Seu primeiro romance, escrito em 1978, foi adaptado para um seriado de TV com o título de “Com a mão nos olhos.”

Fenômeno editorial

 

 

Camilleri foi protagonista de um verdadeiro fenômeno editorial ao ganhar os leitores com o comissário Salvo Montalbano e suas intrigas policiais.

 

Nascido em Porto Empedocle, na Sicília, em 6 de setembro de 1925, o escritor conseguiu um sucesso internacional espetacular com os romances policiais do comissário de Vigata, uma pequena cidade imaginária siciliana.

 

Com Montalbano, nome escolhido em homenagem ao escritor espanhol Manuel Vázquez Montalbán, ele se tornou um dos escritores mais bem-sucedidos na Itália. Seu personagem é protagonista de uma popular série de televisão, supervisionada por seu criador e distribuída em muitos países, particularmente na América Latina.

 

Mesmo com toda fama, Camilleri viveu com a mulher, por mais de 50 anos, em uma modesta casa de Roma.

 

Refratário a escrever sobre a máfia, algo muito comum em seu país, Camilleri sempre se definiu como um homem de esquerda, e sua visão política estava implícita em todas as suas obras.

 

“Não lamento nada. Tive sorte na vida. Ganhei meu pão, fazendo o que gosto de fazer”, declarou recentemente em uma entrevista.

 

Com mais de 100 títulos de sua autoria e 30 milhões de exemplares vendidos, sua obra é impregnada da complexa e refinada mentalidade siciliana, como acontece com outro renomados autores da região, como Leonardo Sciacia, Giuseppe Tomassi di Lampedusa e Luigi Pirandello.

 

Em 2016, quando perdeu a visão, Camilleri publicou “L’altro capo del filo”, uma nova investigação de Montalbano que ele disse ter ditado a sua assistente.

 

Entre seus muitos livros, reconheceu preferir “O rei de Girgenti” sobre um camponês que se tornou o efêmero rei de Girgenti, a antiga Agrigento, ainda sob domínio espanhol no século XVII.

 

O escritor, que estava preparando uma peça sobre Caim para a temporada de verão nos Banhos Romanos de Caracalla, confessou recentemente em tom jocoso que gostaria de terminar sua carreira, “contando histórias em uma praça para depois passar o chapéu entre o público”.

Andrea Camilleri faleceu em 17 de julho de 2019, aos 93 anos, no hospital Spirito Santo, em Roma (Itália), após ser internado por conta de uma parada cardíaca.

 

Camilleri foi internado no dia 17 de junho após sofrer uma parada cardíaca em sua residência, na capital italiana, quando foi submetido a reanimação. Ele ficou um mês internado.

(Fonte: https://exame.abril.com.br/estilo-de-vida – ESTILO DE VIDA / Por AFP – 17 jul 2019)

(Fonte: https://entretenimento.uol.com.br/noticias/reuters/2019/07/17 – NOTÍCIAS / ENTRETÊ / ENTRETENIMENTO / Por Angelo Amante – ROMA (Reuters) – 17/07/2019)

(Fonte: https://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2019/07/17 – POP & ARTE / Por Agência EFE – 17/07/2019)

(Fonte: Zero Hora – ANO 55 – N° 19.454 – 18 de JULHO de 2019 – TRIBUTO / MEMÓRIA – Pág: 29)

(Fonte: https://www.terra.com.br/diversao – DIVERSÃO / ENTRETENIMENTO / Por Angelo Amante – 17 JUL 2019)

Reuters – Esta publicação inclusive informação e dados são de propriedade intelectual de Reuters.

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