André Midani, impulsionou diferentes momentos da música no Brasil, produtor de sucessos da bossa nova

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Produtor de sucessos da bossa nova

Midani era obsessivo por juventude com talento

 

André Midani, ex-executivo da gravadora Philips, durante entrevista sobre o documentário que conta com participações de Gilberto Gil, Caetano Veloso, e Chico Buarque. — (Foto: Fábio Motta/Estadão Conteúdo)

 

Músico e produtor foi um dos mais importantes executivos da indústria fonográfica, contribuiu para o desenvolvimento da música no Brasil e descobriu grandes cantores.

 

 

André Haidar Midani (Damasco, Síria, 25 de setembro de 1932 – Gávea, na Zona Sul do Rio de Janeiro, 13 de junho de 2019), produtor e músico, empresário da indústria fonográfica, impulsionou diferentes momentos da música no Brasil. Um dos maiores ícones da indústria fonográfica, ele foi decisivo para lançamento da bossa nova no Brasil e descobriu grandes cantores.

 

 

O produtor foi fundamental para a criação e a promoção da Bossa Nova, do Tropicalismo e do rock brasileiro. O músico nasceu em setembro de 1932, na Síria, e se mudou para a França quando tinha 3 anos. Morou na França e chegou no Brasil em 1955, em virtude da guerra na Argélia.

 

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Foi no país europeu que começou a carreira na indústria fonográfica. Chegou ao Brasil em 1955 e deu continuidade ao trabalho com a música. Fundou em 1977 a filial brasileira da gravadora Warner, depois de ter trabalhado para a Odeon, para criar o selo Capitol Records por aqui, e Philips (atual Universal Music). Na década de 1990, tornou-se o presidente da Warner para a América Latina e se mudou para Nova York, onde ficava o escritório da gravadora.

 

Midani era um dos principais nomes da indústria fonográfica, tendo sido fundamental para a criação e promoção da Bossa Nova nos anos 50, para o tropicalismo na década seguinte e para o rock nos anos 80.

Trabalhou com músicos como Elis Regina, Tom Jobim, João Gilberto, Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Tim Maia, Nara Leão, e bandas como Titãs, Kid Abelha, Barão Vermelho e Os Mutantes.

No final da década de 1950, trabalhou na gravadora Odeon (hoje EMI). Foi nos anos 1960 e 1970, quando estava no comando da filial brasileira do conglomerado multinacional Phonogram / Philips, que Midani marcou a música brasileira.

Lançou artistas como Tim Maia e Raul Seixas. Também trabalhou com Elis Regina, Tom Jobim, Gilberto Gil, Belchior, Hermeto Pascoal, Paulinho da Viola e Ney Matogrosso. Foi um dos responsáveis por divulgar a bossa nova para o mundo.

 

“A bossa nova está impregnada na música brasileira, só que cada vez mais de maneira mais sutil, o que é péssimo. Agora, o grande legado cultural da bossa nova foi ela ter ganho o mundo. Os Estados Unidos, o Japão, a França, a Itália, porque eles, até hoje, escutam e trabalham a bossa nova”, destacou Midani em entrevista em 2018.

Na década de 80, ele apostou em nomes do rock brasileiro como Lulu Santos, Titãs e Kid Abelha.

Em 1990, mudou-se para Nova York, onde assumiu a presidência da Warner para a América Latina. Foi considerado pela revista Billboard uma das 90 pessoas mais importantes da indústria mundial de discos.

Midani voltou ao Brasil no começo dos anos 2000. Em 2005, ele foi condecorado pelo governo francês.

Refletindo sobre a importância da música na vida das pessoas em entrevista concedida em 2018, Midani decretou: “Música boa é aquela que toca aqui (aponta para o coração). Música é emoção”.

André Midani faleceu em 13 de junho de 2019, aos 86 anos. Midani tinha câncer e estava internado na Casa de Saúde São Vicente, na Gávea, na Zona Sul do Rio de Janeiro.

 

“Mais do que um executivo visionário, Midani sabia ser conciliador. Entendia a alma sensível dos artistas, talvez porque ele mesmo – vaidoso e de temperamento forte – tivesse uma alma de artista. Por isso, foi tão querido por todos esses artistas”, escreve o colunista do G1 Mauro Ferreira.

(Fonte: https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2019/06/14 – POP & ARTE / MÚSICA / RIO DE JANEIRO / Por G1 Rio – 14/06/2019)

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