Amaury Kruel, general que garantiu o golpe de 64 através de São Paulo

0
Powered by Rock Convert

 

João Goulart e Amaury Kruel. (Foto: Domínio Público / DIREITOS RESERVADOS)

 

Amaury Kruel (Santa Maria, 11 de abril de 1901Rio de Janeiro, 23 de agosto de 1996), foi o general que garantiu o golpe de 64 através de São Paulo

Filho de José Carlos Kruel e de Ana Weber Kruel, formou-se em 1921 pela Escola Militar do Realengo, no Rio de Janeiro. Em 1923, participou de manifestações em Santana do LivramentoRio Grande do Sul, em apoio à Revolução Federalista. Em 1930, tomou parte, no Rio de Janeiro, da revolução que levou Getúlio Vargas ao poder.

 

 

General Amaury Kruel (Foto: Domínio Público / DIREITOS RESERVADOS)

 

 

Em 1931, ingressou no curso da Escola do Estado-Maior, concluindo-o em 1933. Entre 1936 e 1937 comandou a Polícia Municipal do Rio de Janeiro. Integrante da Força Expedicionária Brasileira (FEB) que lutou ao lado das forças aliadas na Segunda Guerra Mundial (1939-1945), em 1949, fez um curso especial de informações e foi responsável por um inquérito sobre atividades comunistas no Exército.

Nasceu no dia 11 de abril de 1901, na cidade de Santa MariaRio Grande do Sul

Em fevereiro de 1954, foi um dos signatários do Manifesto dos Coronéis, documento que criticava a política econômica e protestava contra o aumento do salário mínimo em 100%, proposto pelo segundo governo Vargas. Foi chefe do Departamento Federal de Segurança Pública (DFSP) em 1957.

Entre 1959 e 1961 foi assessor militar do Brasil na Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York. Com a posse de João Goulart, em 1961, foi nomeado chefe do Gabinete Militar da Presidência da República. Em 1963, foi nomeado para ministro daGuerra, mas ficou pouco tempo no cargo. No final deste mesmo ano foi nomeado para o comando do II Exército, sediado em São Paulo.

Como comandante do II Exército, editou o manifesto que deflagrou o movimento militar de 1964. Mobilizou as tropas estacionadas em São Paulo para a sublevação militar e sítio ao Estado da Guanabara durante o golpe militar. Afirma-se que, antes de aderir ao golpe, teria proposto ao presidente João Goulart que este dissolvesse aConfederação Geral dos Trabalhadores e adotasse uma política dura com a esquerda.

Somente teria apoiado o movimento militar diante da negativa do presidente. Em agosto de 1966, passou para a reserva e foi promovido a marechal. Foi ainda deputado federal pelo antigo Estado da Guanabara (depois o estado se fundiu com o Estado do Rio de Janeiro) entre 1967 e 1971, na legenda do oposicionista Movimento Democrático Brasileiro (MDB).

Castello Branco e Amaury Kruel no colégio militar de Porto Alegre, amigos inseparáveis. (Foto: Domínio Público / DIREITOS RESERVADOS)

Morreu no dia 23 de agosto de 1996, na cidade do Rio de Janeiro.

(Fonte: http://tiooda.com.br/index.php/militares/2928-amaury-kruel-o-general-que-garantiu-o-golpe-de-64-atraves-de-sao-paulo)

 

 

 

 

 

 

Exército desmente tortura de prefeito

O general Amaury Kruel negou, em nota oficial, que o Exército tenha torturado Geraldo Barros, ex-prefeito de Atibaia, em São Paulo, preso por ter participado de atos subversivos. De acordo com o militar, o boato foi criado por pessoas que querem jogar a opinião pública contra o Exército.

(Fonte: Zero Hora – ANO 21 – N° 17.982 – HÁ 50 ANOS EM ZH – 6 de janeiro de 1965/2015 – Pág: 36)

 

 

oexploradorPowered by Rock Convert

 

 

 

 

Segundo coronel reformado, Fiesp subornou ex-ministro de Jango para apoiar golpe

Em depoimento à Comissão Municipal da Verdade de São Paulo, Erimá Pinheiro Moreira afirmou que o então presidente da entidade empresarial ofereceu US$ 1,2 milhão ao general Amaury Kruel

 

O presidente da Comissão Municipal da Verdade de São Paulo, Gilberto Natalini, informou que em depoimento em 18/02/2014, na capital paulista, o coronel reformado Erimá Pinheiro Moreira, de 89 anos, relatou que a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) subornou em 1964 o então comandante do II Exército a apoiar o golpe militar no país.

Segundo o ex-major farmacêutico, que servia na época no Hospital Geral Militar de São Paulo, o então presidente da entidade empresarial, Raphael de Souza Noschese, ofereceu US$ 1,2 milhão ao general Amaury Kruel para que deixasse de apoiar o então presidente João Goulart, do qual havia sido ministro da Guerra de 1962 a 1963.

No depoimento, o coronel reformado relatou que cedeu as instalações de um laboratório de análises clínicas, em sua propriedade, para a reunião entre Amaury Kruel e Raphael Noschese, ocorrida no dia 31 de março de 1964, dia do golpe militar. Segundo o coronel, três homens acompanharam o encontro, os quais portavam maletas que estavam cheias de dinheiro.

Após o encontro, segundo Erimá Moreira, as maletas foram colocadas no veículo do general Amaury Kruel e, horas depois do encontro, ele anunciou apoio ao golpe militar. Segundo a Comissão Municipal da Verdade, o coronel reformado questionou na época se o general havia recebido o dinheiro. Ele foi cassado, na época, e vigiado pelo II Exército.

No depoimento, Erimá Moreira disse ainda que recebeu a informação, posteriormente, que o comandante, que morreu em 1996, usou o dinheiro para comprar duas fazendas na Bahia. Procurada pelo GLOBO, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo afirmou, por meio de nota, que “é importante lembrar que a atuação da entidade tem se pautado pela defesa da democracia, do Estado de Direito e pelo desenvolvimento do Brasil”.

Segundo a entidade empresarial, “eventos do passado que contrariem esses princípios podem e devem ser apurados”.

(Fonte: https://oglobo.globo.com/brasil – BRASIL /POR GUSTAVO URIBE – SÃO PAULO – 18/02/2014)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Coronel reformado denunciou que o general Amaury Kruel, ex-ministro da Guerra do ex-presidente João Goulart, teria recebido U$ 1,2 milhão para apoiar golpe em 1964

O coronel do Exército reformado Erimá Pinheiro Moreira denunciou que a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) teria subornado o então comandante do 2º Exército, general Amaury Kruel para que ele traísse o ex-presidente João Goulart e apoiasse o golpe militar. Em seu depoimento à Comissão Municipal da Verdade de São Paulo, em 18 de fevereiro de 2014, Moreira disse estar presente quando Kruel, ex-ministro da Guerra de Jango, recebeu em U$ 1,2 milhão (R$ 2,4 milhões, em valores atualizados) do então presidente da Fiesp Raphael de Souza Noschese, no dia 31 de março de 1964.

 

Moreira era major farmacêutico na época e servia no Hospital Geral Militar, e cedeu seu laboratório particular, na Aclimação, para uma reunião secreta de Kreul com Noschese. Até então, “Kruel dizia que morreria em defesa de Goulart”, relata o coronel Moreira. “Ele foi subornado”. O coronel conta que Noschese chegou ao seu laboratório acompanhado de três homens, cada um com duas maletas. Temendo pela segurança do general, Moreira exigiu a abertura das malas, que estavam repletas de notas de dólares.

Depois de se reunir com Noschese, Kruel ordenou que as maletas fossem colocadas no porta-malas de seu carro, o que foi feito com a supervisão do próprio coronel Moreira, e deixou o local com cinco militares batedores que conduziam motocicletas. Horas depois, Kruel anunciou o apoio ao movimento que depôs Goulart.

Moreira diz que acreditava que o dinheiro seria usado para organizar a resistência ao golpe militar, e questionou em reunião com oficiais do Exército, se Kruel havia embolsado o dinheiro.
Moreira relata que foi colocado na reserva após questionar o episódio e passou a ser vigiado por homens do Dops e do 2º Exército. O coronel também declarou à Comissão da Verdade, comandada pelo vereador Natalini (PV), ter recebido a informação de que Kruel usou o dinheiro do suborno para comprar duas fazendas na Bahia.

(Fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2014-02-18 – POLÍTICA / Por iG São Paulo – 

Powered by Rock Convert
Share.