Alicia Alonso, lenda cubana do balé, um dos ícones da dança, uma das maiores bailarinas clássicas da História

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Alicia Alonso, lenda cubana do balé

 

Foi uma das maiores bailarinas clássicas da História

 

Alicia Alonso, uma das maiores bailarinas clássicas da História. (Foto: Reprodução/Getty Images)

A bailarina cubana é um dos ícones da dança. Criadora do Balé Nacional de Cuba foi a única latino-americana a deter o epíteto de ‘prima ballerina assoluta’, dada às dançarinas com talento excepcional.

A bailarina também fundou e dirigiu o Balé Nacional Cubano

 

 

Alicia Alonso: 32 piruetas sobre seu próprio eixo (Foto: Los Angeles Examiner/USC Libraries/Corbis/Getty Images)

 

 

Alicia Alonso (Havana, Cuba, 21 de dezembro de 1920 – Havana, 17 de outubro de 2019), lendária bailarina e coreógrafa cubana, nome artístico de Alicia Ernestina de la Caridad del Cobre Martínez del Hoyo. A cubana foi uma das maiores lendas do balé clássico.

 

Alicia Alonso nasceu em Havana, no dia 21 de dezembro de 1920. Seu nome de batismo era Alicia Ernestina da Caridade do Cobre Martínez Del Hoyo (o Alonso era sobrenome do marido, Fernando) e migrou para os Estados Unidos ainda na infância.  Começou a dançar aos nove anos e desfilou sua classe pelos palcos da Broadway, na década de 1930. Alicia ajudou ainda a fundar o American Ballet Theater.

 

A bailarina e coreógrafa fundou em 1948, a Balé Nacional Cubano, e dirigiu até sua morte.

 

A história de Alicia é fascinante. Começou no balé clássico ainda nova e aos 20 anos já era uma das maiores estrelas do American Ballet Theatre, em Nova York, estrelando todos os clássicos e cativando um grande número de fãs. Carismática e brilhante nos palcos, Alicia dançou até os 74 anos, quando já estava completamente cega. Os problemas com a visão começaram quando ainda tinha 23 anos e descobriu que tinha descolamento da retina. As várias cirurgias não conseguiram salvar sua visão. Ela dançava se guiando pelas sombras e luz do palco e seus parceiros a ajudavam a se posicionar. Ainda assim, poucas dançaram tão bem quanto ela.

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Alonso, a única latino-americana a ter o título simbólico de “prima ballerina assoluta” (concedido aos bailarinos mais excepcionais), estreou na Broadway em 1938, ficou quase cega aos 20 anos de idade, depois de sofrer um duplo descolamento de retina. Ela dançou quase toda a sua vida sendo guiada pelas luzes do palco, segundo seu marido e diretor do Museu Nacional de Dança, Pedro Simón.

 

Muitos evocam a dançarina disciplinada e temperamental como poucas outras, que seduziu o público com seus giros virtuosos, bem como a coreógrafa exigente que fazia repetir incansavelmente os movimentos em busca da perfeição.

Outros a veem como a grande dama cubana que muito se dedicou a Fidel Castro (1926-2016). Foi com o apoio do líder cubano que sua escola criada em 1948 ganhou impulso, a partir de 1959.

 

Alonso surpreendeu ao mundo durante os anos de Guerra Fria quando abandonou a carreira nos Estados Unidos e voltou para Cuba, apoiando a revolução de Fidel Castro. Era simplesmente idolatrada por todas as estrelas da dança e uma das poucas consideradas ballerina assoluta, título associado a virtuosos e ícones. Ela dançou algumas vezes no Brasil e apresentou dois dos papéis mais famosos de sua carreira: Giselle Carmen.

Ela se aposentou em novembro de 1995, aos 74 anos. A reinterpretação que fez durante meio século do personagem do famoso balé romântico “Giselle” elevou-a aos altares da dança clássica. A crítica foi unânime: Alicia Alonso nasceu para que Giselle não morresse.

“Danço dentro de mim, com os olhos fechados”, ela dizia.

 

A lenda do balé cubano foi nomeada embaixadora da Boa Vontade pela Unesco, e foi homenageada pelo American Ballet Theater com um espetáculo de gala e a projeção de seus filmes na tradicional Metropolitan Opera House.

Alicia Alonso faleceu em 17 de outubro de 2019, em Havana aos 98 anos, informou o Ballet Nacional Cubano, segundo o porta-voz da companhia que ela fundou em 1948 e dirigiu até a sua morte.

 

Ela morreu devido a uma “doença cardiovascular”. “Alicia Alonso se foi e nos deixa um vazio enorme, mas também um legado intransponível. Ela colocou Cuba no altar do melhor da dança mundial. Obrigado Alicia por seu trabalho imortal”, tuitou o presidente cubano Miguel Díaz-Canel.

(Fonte: https://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2019/10/17 – POP & ARTE / NOTÍCIA / Por France Presse – 17/10/2019)

(Fonte: https://claudia.abril.com.br/noticias – NOTÍCIAS / Por Da Redação – 17 out 2019)

(Fonte: https://veja.abril.com.br/entretenimento – ENTRETENIMENTO / Por Da Redação – 17 out 2019)

(Fonte: Zero Hora – ANO 56 – N° 19.533 – 18 de OUTUBRO de 2019 – TRIBUTO / MEMÓRIA – Pág: 35)

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