Alexandre Wollner, pioneiro do design gráfico, foi responsável por fundar a primeira instituição de ensino superior de design no país

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Pioneiro do moderno design brasileiro, foi aluno da arquiteta italiana Lina Bo Bardi

 

 

O designer Alexandre Wollner em seu escritório na cidade de São Paulo. Foto de setembro de 2004 (Foto: Filipe Araújo/Estadão Conteúdo/Arquivo)

 

 

Designer criou logomarca do Banco Itaú, além de fundar primeiro escritório e primeira instituição de ensino superior de design no país.

 

Alexandre Wollner (São Paulo, 16 de setembro de 1928 — São Paulo, 4 de maio de 2018), design brasileiro foi criador de uma vasta obra com imensa contribuição e pioneirismo nacional. Wollner é considerado o pai do design moderno e dono de marcas famosas.

Alexandre Wollner foi responsável por abrir caminho para que o design gráfico se estruturasse e consolidasse no país e participou da construção e consolidasse no país e participou na construção das identidades de importantes marcas no Brasil, que se tornaram marcos nacionais.

Wollner é considerado pioneiro do design gráfico brasileiro e criou logomarcas bem conhecidas do público, como a do Banco Itaú, das Sardinhas Coqueiro e do Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo.

Filho de imigrantes iugoslavos, Wollner estudou com a arquiteta Lina Bo Bardi e criou em 1958, ao lado do pintor e fotógrafo Geraldo de Barros, o Forminform, considerado o primeiro escritório de design do Brasil.

Também foi responsável por fundar em 1963 a Escola Superior de Desenho Industrial (ESDI), no Rio de Janeiro, primeira instituição de ensino superior de design no país.

Em 1953, se vincula ao Grupo Ruptura, um dos expoentes do movimento concretista no Brasil.

Um dos trabalhos mais notáveis do designer foram os cartazes de divulgação das comemorações dos 400 anos da fundação da cidade de São Paulo. Para a ocasião, ele projetou peças com formas geométricas que se desdobravam na razão áurea.

O pai do design brasileiro, como é considerado, começou a criar identidades visuais para marcas desde a década de 1950. Alguns exemplos de criações de Wollner são o símbolo do banco Itaú, cartazes para festivais culturais brasileiros e internacionais, marcas de produtos brasileiros, como caixa de fósforos e latas de sardinha. Em 2013, para comemorar os 60 anos de carreira, o designer recebeu a maior mostra sobre sua obra no Museu de Arte Aplicada de Frankfurt.

Alexandre Wollner valorizava as formas geométricas em seus trabalhos e acreditava que as proporções nos desenhos eram essenciais, porque davam o equilíbrio a cada imagem. Em 2013, disse à Folha de São Paulo que sempre soube desenhar e queria desenvolver o talento.

Wollner também participava do design e da arte brasileira por meio da militância no grupo Ruptura, com artistas concretos brasileiros. Ao organizar com o grupo uma mostra do artista suíço Max Bill em São Paulo, foi convidado para estudar design na Alemanha. O convite foi inicialmente feito ao colega Geraldo de Barros, mas este recusou. Os estudos na Escola Superior da Forma foram decisivos para a carreira de Alexandre Wollner.

Alexandre Wollner morreu em 4 de maio de 2018, em São Paulo, aos 89 anos. Ele já estava internado desde 1º de maio, após ter sofrido um acidente vascular cerebral (AVC).

(Fonte: https://g1.globo.com/pop-arte/noticia – POP & ARTE – NOTÍCIA / Por G1 – 04/05/2018)

(Fonte: https://www.correiobraziliense.com.br – Correio Braziliense – Diversão e Arte – 04/05/2018)

(Fonte: Zero Hora – ANO 54 – Nº 19.081 – 7 de maio de 2018 – TRIBUTO / MEMÓRIA – Pág: 31)

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