Aldo Ferrer, criador da Comissão para Desenvolvimento da América Latina (Cepal)

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Ex-ministro da Economia da Argentina em 1970 e 1971, durante a ditadura

 

 

Aldo Ferrer (Buenos Aires, Argentina, 15 de abril de 1927 – 8 de março de 2016), economista de Economia argentino em 1970 e 1971, cujos postulados inspiraram a política de defesa ao mercado interno e à indústria nacional do governo kirchnerista

Influenciou as políticas econômicas adotas por Cristina Kirchner, mas, nos últimos anos, passou a criticar algumas medidas, como a apreciação cambial e o aumento do gasto público quando a economia já operava em plena capacidade.

Delinha desenvolvimentista, Ferrer foi influenciado pelas teorias de seu professor Raúl Prebisch (1901-1986) e da Cepal (Comissão Econômica para América Latina e Caribe).

 

O economista argentino Raúl Prebisch, criador da Comissão para Desenvolvimento da América Latina (Cepal) - (Foto: Prebisch.Cepal/Reprodução)

O economista argentino Raúl Prebisch, criador da Comissão para Desenvolvimento da América Latina (Cepal) – (Foto: Prebisch.Cepal/Reprodução)

 

No início da carreira, nos anos 1950, trabalhou na ONU em Nova York. Lá, teve contato com o polonês Michal Kalecki (1899-1970), a quem considerava um dos maiores economistas do século 20.

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Michal Kalecki em 1990 (Foto: Alchetron/Divulgação)

Michal Kalecki em 1990 (Foto: Alchetron/Divulgação)

Conhecido por sua postura antiglobalização, durante sua vida profissional e enquanto militou na União Cívica Radical (UCR, social-democrata), Ferrer ocupou diversos cargos.

Foi Conselheiro Econômico na Embaixada em Londres em 1956 e ministro da Economia da província de Buenos Aires, de 1958 a 1960. Também foi ministro da Produção durante os governos de Roberto Levingston (1970/71) e Agustín Lanusse (1971/73).

Na democracia, foi presidente do Banco de la Provincia de Buenos Aires (estatal) entre 1983 e 1987, durante o governo de Raúl Alfonsín (1983/89) e no de Fernando de la Rúa (1999/2001) presidiu a Comissão Nacional de Energia Atômica.

“Não é possível que um juiz de Nova York (Thomas Griesa) diga ao país que se deve derrogar uma lei para que se chegue a um acordo. Isso afeta a soberania nacional e a divisão dos poderes”, disse no final de fevereiro o economista.

Aldo Ferrer morreu em Buenos Aires, em 8 de março de 2016, aos 88 anos.

(Fonte: Zero Hora – ANO 52 – N° 18.407 – 9 de março de 2016 – MEMÓRIA / TRIBUTO – BUENOS AIRES / por AFP – Pág: 33)

(Fonte: https://m.folha.uol.com.br/mercado/2016/03 – MERCADO / por LUCIANA DYNIEWICZ / DE BUENOS AIRES – 08/03/2016)

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