Alan Krueger, revolucionou o pensamento econômico, foi assessor de Bill Clinton e Barack Obama

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Foi assessor econômico de Bill Clinton e Barack Obama

O economista foi um dos principais assessores do governo dos Estados Unidos durante a crise financeira de 2008 e a recuperação posterior.

 

 

 

 

Alan Krueger foi o presidente do Conselho de Assessores Econômicos da Casa Branca durante o governo Obama em 2012. (AP Photo / Jacquelyn Martin)

 

 

 

Krueger e o salário mínimo

 

Alan Krueger, revolucionou o pensamento econômico

 

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Alan Bennett Krueger (Livingston, Nova Jersey, 17 de setembro de 1960 – Princeton, Nova Jersey, 16 de março de 2019), economista com extenso trabalho de pesquisa na Universidade de Princeton, e, que foi assessor dos ex-presidentes americanos Bill Clinton (1993-2001) e Barack Obama (2009-2017).

 

 

Krueger foi um dos principais assessores do democrata Barack Obama durante a crise financeira de 2008 e a recuperação posterior. Krueger é autor de artigo em coautoria com David Card “New Minimum Wage Research”, que impactou o pensamento econômico de forma significativa nas duas últimas décadas.

Entre 2009 e 2010, Krueger exerceu o papel de subsecretário do Tesouro durante a pior recessão desde a Grande Depressão, na década de 30. Posteriormente, presidiu entre 2011 e 2013 o Conselho de Assessores Econômicos da presidência. Na Administração Clinton, Krueger foi o economista-chefe do Departamento de Trabalho entre 1994 e 1995.

Recentemente, estudou também o papel da epidemia dos opióides – emergência nacional desde 2017 – na redução do emprego entre os homens.

O economista Alan Krueger era professor pela Universidade de Princeton, era reconhecido como um verdadeiro líder em seu campo (Ciências Econômicas), reconhecido e admirado tanto pela pesquisa como pela docência

Outro estudo realizado foi o aumento do preço dos ingressos aos concertos, quando descobriu que, entre 1997 e 2002, seu custo aumentou 61% enquanto a inflação foi de apenas 13%.

Krueger afirmou que esse aumento ocorreu devido ao baixo custo dos reprodutores de música em um momento em que a demanda por música ao vivo estava crescendo, então as pessoas estavam dispostas a pagar maiores quantias para ver os artistas ao vivo.

Em um dos artigos mais influentes, publicado em 1994 em coautoria com David Card, trabalho intitulado “Minimum Wages and Employment: a Case Study of the Fast Food in New Jersey and Penncylvania”, Card e Krueger revolucionaram a área não apenas pelo método utilizado, que partiu de um experimento controlado para estimar o impacto de uma política pública, mas sobretudo por não encontrarem o tal efeito negativo de aumento do salário mínimo sobre o emprego, típicos de manuais de introdução à economia.

Em um arcabouço em que o equilíbrio no mercado de bens, o aumento do salário mínimo reduz a demanda por trabalho, pois torna a mão de obra mais cara, e eleva a oferta de trabalho, pois incentiva os trabalhadores a trabalhar para ganhar mais: o resultado seria um excesso de oferta de trabalho em relação à demanda, ou seja, uma aumento do desemprego.

Card e Krueger estimaram o efeito do aumento do salário mínimo de US$ 4,25 para US$ 5,05 por hora concedido em abril de 1992 em Nova Jersey a partir da construção de uma amostra de 400 restaurantes de fast food do próprio estado de Nova Jersey e do leste do estado da Pensilvânia, região vizinha em que o aumento do salário mínimo não ocorreu.

O resultado encontrado foi que, apesar do aumento nos salários,o emprego em tempo integral em Nova Jersey não caiu em relação ao na Pensilvânia, até aumentou um pouco (ainda que de modo estaticamente não significante).
Múltiplos estudos foram produzidos desde então na linha de pesquisa que passou a ser chamada de “New Minimum Wage Research”, encontrando efeitos nulos ou muito pequenos do salário mínimo sobre o emprego, como apontou Charles Brown no “Handbook of Labor Economic”, em 1999.
Em 2014, Dale Belman e Paul Wolfson examinaram os resultados de 70 artigos dessa literatura e concluíram a partir de uma meta-análise que o impacto do salário mínimo sobre o emprego é muito pequeno ou insignificante.
Um painel do Fórum IGM organizado em 2013 pela Booth School of Business da Universidade de Chicago reuniu 41 economistas influentes e realizou uma enquete sobre a proposta do governo Obama de aumentar o salário mínimo para US$ 9 por hora e indexá-lo à taxa de inflação.
O resultado foi que somente 34% dos economistas presentes concordaram com a preposição de que a medida tornaria mais difícil para trabalhadores menos qualificados conseguir empregos. Além disso, 47 % se disseram a favor da política, 14% foram contra e os demais declararam não ter certeza.
Alan Krueger faleceu em 16 de março de 2019, aos 58 anos de idade, em Princeton, Nova Jersey.

 

“Alan era um membro muito reconhecido pela comunidade da Universidade de Princeton há três décadas, Alan sempre será lembrado, pelo menos por seus estudantes e companheiros”, afirmou a instituição Princeton.

Segundo indicou o jornal “The New York Times”, onde Krueger colaborava habitualmente, o economista pesquisou a relação entre o salário mínimo e o desemprego, assegurando que estabelecer uma quantidade não reduzia o emprego daqueles trabalhadores com menor renda.

(Fonte: https://g1.globo.com/economia/noticia/2019/03/18 – ECONOMIA / NOTÍCIA / Por Agência EFE – 18/03/2019)

(Fonte: GAÚCHAZH – ANO 55 – N° 19.352 – 21 de março de 2019 – TRIBUTO / MEMÓRIA – Pág: 27)

(Fonte:https://www1.folha.uol.com.br/colunas/laura-carvalho/2019/03 – COLUNAS / MERCADO / Krueger e o salário mínimo / Por Laura Carvalho – 21/03/2019)

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