Abreu Sodré, ex-governador e ex-ministro das Relações Exteriores (1986-1990)

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Mestre da política

 

Abreu Sodré: democrata

 

 

 

Na ditadura militar, governador de São Paulo foi apedrejado no 1º de maioNo Dia do Trabalho de 68, Abreu Sodré, da Arena, foi alvo de protestos na Praça da Sé (Agência O Globo/02/05/1968)

 

Ex-governador de São Paulo e chanceler no governo de José Sarney

 

Roberto Costa de Abreu Sodré (São Paulo, 21 de junho de 1917 – São Paulo, 14 de setembro de 1999), foi um advogado formado na Faculdade de Direito do Largo São Francisco, empresário e político brasileiro e Governador de São Paulo.

 

O ex-governador de São Paulo entre 1967 e 1971, indicado pelo governo militar de Costa e Silva, Roberto de Abreu Sodré atuou no cenário político estadual e nacional em quatro décadas marcadas por crises institucionais, como o Estado Novo, entre 1937 e 1945, e o regime instaurado com o golpe militar de 1964.

 

Abreu Sodré fazia parte de uma tradicional família cafeeira do interior paulistano, na região conhecida como Média Sorocabana, mas sua habilidade em conciliar o levou à advocacia e a cargos de destaque, como a chefia do Ministério das Relações Exteriores, no governo José Sarney, entre 1984 e 1988.

 

Talvez a marca política mais destacada de Abreu Sodré tenha sido seu apego à democracia. Nascido numa tradicional família de fazendeiros de café, o advogado Sodré foi um dos fundadores da UDN no Estado de São Paulo.

 

Eleito três vezes deputado estadual pelo partido, em 1960 se tornou presidente da Assembleia Legislativa paulista. Na oposição em 1964, foi um dos organizadores da Marcha da Família com Deus pela Liberdade.

 

Em 1966, ingressou na Arena, o partido do governo. Um ano mais tarde foi nomeado governador de São Paulo. Divergiu do regime militar por causa da decretação do AI-5, mas foi convencido a não renunciar ao cargo.

 

Manifestou seu desagrado em 1971, abandonando temporariamente a vida pública. Com a redemocratização, exerceu de 1985 a 1900 o cargo de ministro das Relações Exteriores no governo de José Sarney.

 

 

 

BIOGRAFIA

 

 

 

O pai, Francisco Sodré, foi o segundo prefeito do município de Santa Cruz do Rio Pardo e o responsável pela chegada dos trilhos da Estrada de Ferro Sorocabana. Por conta disso, um dos distritos de Santa Cruz do Rio Pardo foi batizado como “Sodrélia”, em homenagem ao pai de Abreu Sodré.

 

Abreu Sodré foi um dos fundadores da União Democrática Nacional (UDN) em 1945 e posteriormente integrante da Arena, a partir de 1966, Foi deputado estadual e governador do estado de São Paulo de março de 1967 a março de 1971, sendo eleito de maneira indireta.
Abreu Sodré foi o primeiro governador a ser eleito indiretamente, para o período de 1967 a 1971, durante o período da ditadura militar brasileira.

 

Em 1980 Abreu Sodré foi um dos fundadores do Partido Democrático Social (PDS), sucessor da Arena. Abreu Sodré também foi presidente da Eletropaulo em 1982.

 

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Na Nova República, Abreu Sodré foi Ministro das Relações Exteriores durante alguns anos do governo de José Sarney (1986-1990), tendo sido substituído no governo Collor por Francisco Rezek.

 

Nos seus últimos anos de vida, abandonou a vida pública, trabalhando como advogado e empresário.

 

Abreu Sodré faleceu em São Paulo, em 14 de setembro de 1999, aos 81 anos, de insuficiência pulmonar.

(Fonte: www.cemiteriosp.com.br)
(Fonte: Veja, 16 de julho de 1969 – GENTE – Edição 45 – Pág; 65/66)

(Fonte: Veja, 22 de setembro de 1999 – ANO 32 – N º 38 – Edição 1616 – DATAS – Pág: 122)

(Fonte: https://www.terra.com.br/istoegente/07/tributo – TRIBUTO – 23 de setembro de 1999)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Roberto Costa de Abreu Sodré, Ministérios das Relações Exteriores (1986-1990)
Abreu Sodré, Governador de São Paulo
Ex-governador e ex-ministro de Sarney
O ex-governador de São Paulo e ex-ministro das Relações Exteriores (1986-1990) no governo do ex-presidente José Sarney (PMDB), Roberto Costa de Abreu Sodré
Democrata, homem incansável, preocupado com a área social e os rumos do país. Um cidadão que, durante 60 anos, serviu à pátria com denodo e raro patriotismo.

Tem no seu acervo o mérito de ter sido um dos propugnadores pela luta contra o Estado Novo, e um homem com vínculos culturais fortes, que deixou obras como a Fundação Padre Anchieta.
Abreu Sodré morreu aos 81 anos, foi sepultado na capital paulista, com honras de chefe de Estado.
(Fonte: www.jornal.valeparaibano.com.br – 16 de setembro de 1999)
(Fonte: www.itamaraty.gov.br)

 

 

Na ditadura militar, governador de São Paulo foi apedrejado no 1º de maio

No Dia do Trabalho de 68, Abreu Sodré, da Arena, foi alvo de protestos na Praça da Sé

Protestos e conflitos marcaram as festas do Dia do Trabalho em várias ocasiões no país. Durante a ditadura civil-militar (1964-1985), o governador de São Paulo, Abreu Sodré, foi o principal alvo, no 1º de maio de 1968, de estudantes e trabalhadores críticos ao regime. Em comício na Praça da Sé para cerca de 10 mil pessoas, Sodré e seus secretários de Justiça, Fazenda, Trabalho e Interior, assim como membros da Casa Civil e outras autoridades, foram apedrejados por manifestantes.

Eles atiraram pedras e pedaços de ferro no palanque, ferindo o governador na testa, além de outras autoridades. Sangrando, ele se refugiou na catedral, enquanto a Sé virou um campo de batalha, deixando dezenas de feridos. Da Arena, o partido oficial, Sodré fora eleito governador indiretamente pela Assembleia Legislativa, para o período de 1967 a 1971.

Com tiros para o alto e utilizando cassetetes, policiais entraram em confronto com os manifestantes na Praça da Sé, prendendo dezenas de pessoas. Depois de queimarem o palanque, onde antes tinham se revezado em discursos contra a ditadura, os manifestantes saíram em passeata pelas ruas das cidade, e um prédio do Citibank chegou a ser depredado.

Durante a marcha, trabalhadores, estudantes universitários e secundaristas empunhavam faixas com os dizeres: “Abaixo a ditadura”, “Fora o Imperialismo”, “Fora os Pelegos”, “Queremos Greve”, “Mais salários e Menos Abono”. Após a passeata, um repórter foi preso, sendo levado para o quartel-general do II Exército.

Segundo o então ministro do Trabalho, Jarbas Passarinho, as manifestações foram organizadas por estudantes filiados à Ação Popular. Integrantes da Política Operária (Polop) participaram, mobilizando trabalhadores da região de Osasco. Em Belo Horizonte, o 1º de maio de 68 também foi marcado por protestos, conflitos com a polícia e prisões de manifestantes.

Após a redemocratização do país, a mesma Praça da Sé foi cenário de conflitos nas comemorações do Dia do Trabalho. No 1º de maio em 1991, em ato organizado pelas centrais sindicais, grupos de punks brigaram com seguranças da CUT e foram detidos pela polícia. Um ano depois, a Sé virou uma praça de guerra. Manifestantes da CUT regional brigaram com a polícia. Iniciado por um grupo de punks, o conflito terminou em quebra-quebra. Em meio a pedradas, garrafadas e tiros para o ar da polícia, de revólver e até carabinas, 60 pessoas ficaram feridas.

(Fonte: http://acervo.oglobo.globo.com – PAÍS – EM DESTAQUE – 02/05/14 )

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