Abdul Aziz al-Hakim, foi uma das figuras mais importantes do Iraque pós-Saddam Hussein

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Líder de um dos mais importantes partidos xiitas iraquianos 

O líder xiita Abdul Aziz al Hakim

O líder xiita Abdul Aziz al Hakim

 

Abdul Aziz al-Hakim (An-Najaf, Iraque, 1º de janeiro de 1953 – Teerã, Irã, 26 de agosto de 2009)importante líder xiita iraquiano. Era líder do Conselho Supremo Islâmico do Iraque, que detém importantes postos no governo iraquiano.

Uma das figuras mais importantes do Iraque pós-Saddam Hussein, Abdul Aziz al Hakim, um xiita com antigos laços com o Irã, mas também um defensor da invasão americana, liderava, o Conselho Supremo Islâmico do Iraque, que despontou após a guerra como o partido político dominante do país.

O líder de um dos partidos xiitas mais importantes do Iraque liderava o Conselho Supremo Islâmico do Iraque (CSII) desde 2003 depois de o seu irmão, o Grande Ayetollah Muhammad Baqer al-Hakim, ter sido morto após um atentado à bomba.

O CSII assumiu uma grande importância no Iraque depois da invasão norte-americana ter posto fim ao governo do sunita Saddam Hussein e de o seu papel no governo iraquiano ter sido apoiado pelos EUA.

Fundado no vizinho Irão, este conselho detém vários importantes postos no governo iraquiano e tem ainda grande influência das forças de segurança iraquianas, apesar de recentemente se ter afastado do partido Dawa, liderado pelo primeiro-ministro Nuri al-Maliki.

Filho de um dos líderes espirituais dos xiitas entre 1955 e 1970, Abdul Aziz al-Hakim viveu 21 anos no exílio, em particular no Irã, tendo chegado a comandar o braço armado do seu movimento, já extinto, e que chegou a contar com 15 mil homens.

Al-Hakim integrou ainda o conselho do governo transitório designado pela coligação liderada pelos EUA, tornando-se num interlocutor do administrador norte-americano no Iraque, Paul Bremer, na negociação do processo de transição.

Para muitos xiitas no Iraque, Al Hakim, que fugiu do país em 1982, representava sua resistência e sofrimento. Enquanto esteve no exílio no Irã, ele ajudou a estabelecer a organização que viria a liderar, chamada Conselho Supremo para a Revolução Islâmica no Iraque. A principal meta do grupo era derrubar Saddam Hussein.

Al Hakim liderou a milícia do grupo e lutou pelo Irã nos oito anos de guerra contra o Iraque. Durante essa época, seis dos seus sete irmãos que permaneceram no Iraque foram executados.

Essa história de insurreição lhe rendeu o apoio dos americanos após a invasão, mas também fez com que muitos sunitas o vissem e ao seu partido com desconfiança.

Logo após a invasão americana em 2003, o irmão sobrevivente de Al Hakim foi assassinado por rebeldes sunitas em um atentado com carro-bomba em Najaf. Foi nessa época que Al Hakim assumiu o controle da organização. O grupo mudou de nome em 2007, retirando a palavra “revolução” como parte da tentativa de reduzir a percepção de alta influência iraniana.

O filho de Al Hakim, Ammar al Hakim, foi preparado por meses para assumir o lugar de seu pai. Ainda não se sabe se ele contará com o mesmo respeito que seu pai e se será capaz de conter o declínio da posição política do partido.

Al Maliki, que não ingressou na nova aliança entre os seguidores leais de Al Sadr e o Conselho Supremo Islâmico do Iraque, está trabalhando para formar uma coalizão própria. Sua lista de candidatos teve bom desempenho nas eleições provinciais realizadas neste ano, o que foi visto como uma rejeição às campanhas com temas excessivamente religiosos tanto do partido de Al Hakim quanto dos sadristas.

Um alto conselheiro de Maliki disse que o Conselho Supremo fechou um acordo com um influente grupo sunita, um Conselho do Despertar na província de Anbar. Os Conselhos do Despertar, que consistem em grande parte de ex-rebeldes, tiveram um importante papel na batalha contra as forças desestabilizadoras após o aumento das tropas americanas em 2007.

A influência de Al Hakim podia ser vista em fevereiro, quando um plano de importantes políticos para derrubada de Al Maliki foi descartado, porque Al Hakim não ofereceu seu apoio, segundo um futuro artigo no “The National Interest”, uma revista de relações internacionais, de autoria de Kenneth M. Pollack. Hakim fez objeção porque sentiu que pareceria que os políticos estavam tentando subverter a vontade do povo, como escreve Pollack.

Fumador inveterado, Abdul Aziz al-Hakim, que tinha sido transportado de urgência para um hospital em Teerã por causa dos problemas de câncer nos pulmões de que padecia, foi ser substituído no CSII pelo seu filho, Ammar.

O Conselho Supremo Islâmico do Iraque, que despontou após a guerra como o partido político dominante do país tem perdido apoio ao longo do último ano e, em agosto de 2009, anunciou uma nova aliança com o partido leal ao herdeiro de outra família xiita reverenciada, o clérigo antiamericano Muqtada al Sadr.

Ainda assim, membros do Conselho Supremo mantêm cargos de comando em ministérios importantes e no Parlamento. O grupo dirige organizações de caridade, bibliotecas, escolas e conta com uma grande rede de apoio, que remonta a época em que o pai de Al Hakim, o grão-aiatolá Mohsen al Hakim, era um dos maiores líderes espirituais xiitas do mundo.

O partido exerce um papel vital na estabilidade do país, assim como sua milícia, conhecida como Brigadas Badr, foi absorvida pelo aparato de segurança do governo.

Abdul Aziz al-Hakim morreu em 26 de agosto de 2009por câncer, aos 59 anos, 

(Fonte: http://www.tsf.pt/internacional – INTERNACIONAL – IRAQUE – IRÃ – 26 DE AGOSTO DE 2009)

(Fonte: http://noticias.bol.uol.com.br/internacional/2009/08/27 – INTERNACIONAL – IRAQUE – IRÃ – Marc Santora/ Em Bagdá (Iraque) – Tradução: George El Khouri Andolfato – 27 DE AGOSTO DE 2009)

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