A vida não é para ser vivida, é para ser vencida. Lydia Bastogi Giannoni Moschetti

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Lydia Bastogi Giannoni Moschetti nasceu na Toscana, em 1888. Chegou ao Brasil com 19 anos. Em 1921, casou-se com o engenheiro Luiz Moschetti. Entre suas iniciativas, as duas mais conhecidas são o Instituto Santa Luzia (1941) e o Hospital Banco de Olhos (1956). É possível que, ao dedicar toda uma vida em benefício daqueles que tiveram, ou têm, problemas de visão, ela, silenciosa e metaforicamente, estivesse nos ensinando a ver adiante. Com sua ilimitada generosidade, alertava que devemos, principalmente, ver além do nosso próprio umbigo.

Apesar dos preconceitos sofridos, duros e injustos especialmente com as mulheres da sua época, ela nunca cedeu. Foi atriz, cantora lírica, poetisa, escritora (fundadora da Academia Literária Feminina do Rio Grande do Sul), pintora e imbatível na dedicação ao próximo e a todo tipo de ação filantrópica. Desapegada, doou muitos de seus bens à cidade de Farroupilha, onde foi criado o Museu Municipal Casal Moschetti. “A vida não é para ser vivida, é para ser vencida”, dizia ela.

Lydia Moschetti faleceu aos 94 anos, em 5 de agosto de 1982. Apesar de longeva, não recebeu todas as homenagens devidas. A dívida que a sociedade gaúcha tem com essa extraordinária mulher será, para sempre, impagável. Os títulos de cidadã honorária ou seu nome atribuído a uma rua da Capital jamais serão suficientes. Mais que tudo, a pessoa que ela foi precisa ser lembrada. Melhor ainda se ela pudesse ser imitada.

(Fonte: Zero Hora – ANO 49 – Almanaque Gaúcho/ Por Ricardo Chaves – 7 de agosto de 2012)

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