A PRIMEIRA PARTITURA PUBLICADA NO BRASIL

0
Powered by Rock Convert

A primeira partitura publicada no Brasil é do Hino imperial e constitucional, assinada por dom Pedro I, em 1824. Peças musicais são publicadas regularmente a partir de 1834, quando o músico francês Pierre Laforge abre sua tipografia no Rio de Janeiro. O gramofone chega ao Brasil no final do século XIX e já em 1902 é lançado o primeiro disco brasileiro, com música brasileira. Trata-se da marcha Isto é bom, cantada por Manoel Pedro dos Santos, o Baiano. O registro de composições populares na Biblioteca Nacional começa a ser praticado por volta de 1915. Em 1923 é inaugurada a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, por Edgar Roquete Pinto e Henrique Morize.

A era do rádio – O apogeu da música brasileira no rádio vai de meados dos anos 30, quando surgem os concursos de reis e rainhas do rádio, até a chegada da TV, em 1950. As estrelas da época priorizam repertórios românticos. Destacam-se, como fenômenos de rádio, as cantoras Linda e Dircinha Batista, Isaurinha Garcia, Emilinha Borba e Marlene. Entre os cantores, Francisco Alves é apontado como Rei da Voz. Uma nova geração de “reis do rádio”, representada por Ângela Maria (que chega a gravar mais de cem discos) e Cauby Peixoto, firma-se em meados dos anos 50.

Consolidação – O sucesso internacional da bossa nova, os festivais de música realizados pelas emissoras de TV no final dos anos 60, o surgimento do tropicalismo e da jovem guarda são fatores determinantes para a consolidação do mercado de música no Brasil. Nos anos 70 a MPB se eleva como forma musical característica dos centros urbanos, onde é consumida em larga escala por estudantes de classe média. Nos anos 80, o rock brasileiro conquista a juventude. Sua expansão no mercado é favorecida pelo Plano Cruzado, que desencadeia um aumento de consumo generalizado. Em 1988, a indústria fonográfica brasileira comercializa 75 milhões de discos. O recorde de vendas pertence ao disco Xou da Xuxa 4, com 3,2 milhões de cópias vendidas.

Crise – A partir de 1990, o mercado de discos entra em crise e cai para a casa de 45 milhões de unidades. Ainda assim, representa 80% de tudo o que é comercializado na América do Sul. A retração do mercado global é acompanhada por um crescimento de gravadoras independentes, que passam a atuar cada vez com maior sucesso em nichos específicos, como música instrumental, rock e, mais recentemente, rap.

Recuperação – Em 1994 o mercado brasileiro de discos dá sinais de recuperação. No segundo semestre as vendas crescem e as fábricas de CDs têm sua produção esgotada. As vendas globais superam 50 milhões de unidades (entre LP, cassete e CD), 10% acima do ano anterior. A arrecadação de direitos autorais em música no Brasil passa de 25 milhões de dólares, em 1993, para 30 milhões de reais em 1994.

Powered by Rock Convert
Share.