A primeira mulher embaixadora da história da Arábia Saudita

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Arábia Saudita nomeia para os EUA a primeira mulher embaixadora de sua história

Princesa Reema bint Bandar al-Saud defende que as mulheres sauditas possam entrar no mercado de trabalho.

 

Aos 44 anos, a princesa saudita Reema bint Bandar bin Sultan bin Abdulaziz Al Saud se tornou em 23 de fevereiro de 2019 a primeira embaixadora da história do país, na qualidade de primeira mulher diplomata saudita enviada a um país estrangeiro.

Nomeada pelo príncipe herdeiro, Mohammed bin Salman, Reema assumiu o mais alto posto diplomático nos Estados Unidos, tornando-se a 11ª embaixadora saudita no país, onde se formou em Artes, na George Washington University.

Divorciada e mãe de duas crianças, a princesa saudita é formada em Artes, com ênfase em Museologia, e seu pai, Bandar bin Sultan Al Saud, foi embaixador nos Estados Unidos entre 1983 e 2005. Reema bint Bandar Al Saud substitui a partir de agora o príncipe Khalid ben Salman, filho do rei da Arábia Saudita, na embaixada norte-americana.

Enquanto cursava estudos em Museologia, a princesa Reema estagiou no Instituto do Mundo Árabe, em Paris, e na Sackler Gallery of Art, em Washington D.C. Ela também colaborou à distância com o curador do Museu Field, em Chicago, enquanto a “Coleção Haifa Faisal”, de sua mãe, foi exibida na instituição.

Na última década, a princesa se envolveu em múltiplas iniciativas, tanto no setor privado quanto no público.

Em defesa do trabalho das mulheres

 

Nascida em Riad, Reema ganhou atenção no cenário internacional como líder em inovação de negócios, e mais especificamente como defensora das mulheres no local de trabalho. Em 2014, ela foi destaque na lista da Forbes das 200 mulheres árabes mais poderosas do mundo.

A princesa também foi reconhecida pela revista Foreign Policy como líder mundial em 2014 por seu trabalho ajudando as mulheres a “integrar sua vida pessoal e profissional”, criando oportunidades para que elas pudessem participar da economia em seu país.

Reema defende publicamente que envolver mulheres como participantes ativas na economia de trabalho é “evolução, não ocidentalização”. Num país onde uma saudita dirigindo carros ainda causa polêmica, a princesa disse recentemente que “empoderar uma mulher com responsabilidade financeira irá encorajá-la a explorar mais do mundo para si mesma e se tornar menos dependente”.

Ela também afirmou ao The New York Times que a Arábia Saudita “não pode ter metade da população não trabalhando”.

Na filial da famosa loja britânica Harvey Nichols, em Riad, onde apenas homens trabalhavam até 2011, ela foi responsável pela contratação de mulheres e pela introdução de serviços como creches disponíveis para funcionários com filhos pequenos, proporcionando uma oportunidade para as mães continuarem trabalhando e também cuidarem de seus filhos durante o dia de trabalho.

A nova embaixadora saudita nos Estados Unidos também iniciou um programa na Harvey que fornecia ajuda financeira de transporte às mulheres, porque as restrições do Reino não permitiam que as mesmas dirigissem, até setembro de 2017, quando o governo saudita decidiu permitir que mulheres dirigissem carros.

Filantropia

A princesa Reema é também fundadora da Associação de Conscientização sobre o Câncer de Mama Zahra, com sede em Riad.

A missão da organização criada pela princesa é aumentar e difundir a conscientização entre as mulheres em todo o país para a detecção precoce, prevenção e tratamento da doença, e cooperar com as mulheres diagnosticadas com câncer de mama no passo-a-passo para tratamento e recuperação final.

Reema também fundou a Alf Khair, uma iniciativa de responsabilidade social corporativa, cujo trabalho incluiu o desenvolvimento de uma academia de varejo, que fornece treinamento para mulheres sauditas que desejem ingressar na força de trabalho do reino saudita.

(Fonte: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2019/02/25 – MUNDO / NOTÍCIA / Por RFI – 25/02/2019)
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