A primeira mulher a apitar uma decisão masculina de competição organizada pela Uefa

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APITOU FINAL MASCULINA

 

Francesa fez história na arbitragem; relembre outros feitos de juízas

 

A francesa Stéphanie Frappart, de 35 anos, entrou para a história da arbitragem.

 

Ela é a primeira mulher a apitar uma decisão masculina de competição organizada pela Uefa, a entidade que rege o futebol europeu.

 

No dia 14 de agosto, uma quarta-feira, Frappart foi a responsável pelo comando de Liverpool x Chelsea na Supercopa da Europa, jogo que opõe o campeão da Champions League (os Reds) e o vencedor da Liga Europa (os Blues).

 

Frappart ganhou os holofotes em abril de 2019 ao apitar Amiens x Strasbourg, pelo Campeonato Francês da primeira divisão, tornando-se a primeira juíza a exercer essa função.

 

Ela, que apitou em julho de 2019 a final da Copa do Mundo feminina (EUA x Suécia), na França, é considerada uma das melhores da atualidade em seu ofício, junto com a alemã Bibiana Steinhaus e a tcheca Jana Adamkova.

 

Steinhaus, aliás, merece ser citada como uma de três árbitras, além de Frappart, a registrar feito notável.

 

Eleita em 2018 pela quarta vez a melhor árbitra do mundo, em votação organizada pela IFFHS (Federação Internacional de História e Estatísticas do Futebol), a alemã celebrizou-se por ser a primeira mulher a dirigir, na Bundesliga, uma partida masculina de elite de uma das cinco principais ligas do mundo (Alemanha, Espanha, França, Inglaterra e Itália).

 

 

Em setembro de 2017, ela apitou Hertha 1 x 1 Werder Bremen, em Berlim. Com 40 anos, Steinhaus continua na ativa.

 

Bibiana Steinhaus, eleita a melhor juíza de 2018, em ação em Augsburg x Bayern de Munique, em 2019, pelo Campeonato Alemão (Foto: Andreas Gebert – 15.fev.2019/Reuters)

 

 

A segunda árbitra digna de nota é brasileira.

 

 

Ninguém tirará de Silvia Regina de Oliveira, hoje com 55 anos, a proeza de ter sido a primeira mulher a apitar, em junho de 2003, um jogo do Campeonato Brasileiro masculino: Guarani 0 x 1 São Paulo, em Campinas.

 

 

Um pouco mais de dois anos antes, em outro momento histórico, a paulista de Mauá comandara, em conjunto com Alfredo dos Santos Loebeling, a abertura do Campeonato Paulista: Mogi Mirim 0 x 1 São Paulo, em Mogi.

 

 

À época, a competição tinha dois juízes por partida, cada um cuidando de uma das metades do campo.

 

 

Precursora mundial entre as árbitras, Silvia Regina atuou em mais de mil jogos antes de se aposentar, no fim de 2007.

 

 

Teve um de seus grandes momentos em Santos 1 x 1 São Caetano, pela Copa Sul-Americana de 2003, ao se tornar a primeira e única mulher a apitar partida de um torneio da Conmebol.

 

 

Nem tudo foram flores, no entanto, em sua carreira.

 

 

Ela cometeu um erro crasso ao validar no fim do segundo tempo um gol marcado por um gandula a favor do Santacruzense, contra o Atlético Sorocaba, pela Copa FPF (Federação Paulista de Futebol), em 2006. O jogo em Santa Cruz do Rio Pardo terminou 1 a 1.

 

 

“Foi o pior momento da minha vida”, reconheceu ela posteriormente. A falha grotesca lhe rendeu uma “geladeira” (afastamento da arbitragem) de um mês.

 

 

 Silvia Regina de Oliveira

Pioneira entre as árbitras, Silvia Regina atua em Mogi Mirim x São Paulo, no Campeonato Paulista de 2001 (Foto: Ernesto Rodrigues – 20.jan.2001/Folhapress)

 

 

Por fim, o feito de Nicole Petignat, de 52 anos, aposentada dos gramados assim como Silvia Regina.

 

 

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Em agosto de 2003, a suíça se tornou a primeira árbitra a comandar um duelo masculino de um campeonato da Uefa: AIK, da Suécia, contra Fylkir, da Islândia.

 

 

Antes da partida, ela mostrou certa preocupação, segundo publicação à época do jornal português Público.

 

 

“Depois de a Uefa ter anunciado minha escalação, meu telefone não para de tocar. Não é fácil ser a primeira, preferia ser a segunda. Espero que falem mais do jogo do que de mim. Quando se fala do árbitro, geralmente não é bom sinal.”

 

 

O jogo, pela fase classificatória da Copa da Uefa (atual Liga Europa), foi realizado em Solna e vencido, sem incidentes de arbitragem reportados, pelo mandante, o AIK, por 1 a 0.

 

 

Petignat já apitava regularmente confrontos da primeira divisão de seu país ao ser escalada para a competição continental.

 

Em tempo: Uma última personagem vale ser mencionada neste post: Edina Batista. Ao arbitrar CSA 1 x 0 Goiás, em maio, ela quebrou um jejum de 14 anos. Desde 2005, último ano em que Silvia Regina atuou no Brasileiro, uma mulher não apitava um jogo do principal campeonato do país. Aos 38 anos, Edina também foi à Copa do Mundo e apitou Inglaterra x EUA, uma das semifinais.

 

(Fonte: https://omundoeumabola.blogfolha.uol.com.br/2019/08/03 – O Mundo é uma Bola – Uol / Por Luís Curro – 3.ago.2019)

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Primeira mulher a apitar final europeia tem atuação tranquila

Árbitra francesa, mesmo em meio a lances polêmicos de pênaltis, teve boa atuação na final da Supercopa

 

Em 14 de agosto, a decisão da Supercopa da Uefa entre Liverpool e Chelsea, na qual os Reds levaram o título em cima dos Blues com uma vitória nos pênaltis por 5 a 4, outro fato teve um grande destaque. Pela primeira vez na história, uma árbitra comandou uma final da Uefa.

 

A árbitra francesa Stéphanie Frappart foi a responsável por apitar a decisão em Istambul e teve uma atuação segura em meio à rivalidade entre as equipes inglesas.

POLÊMICAS

 

 

Logo nos primeiros minutos de jogo, o Liverpool reclamou de um pênalti não marcado em bicicleta de Mané, que explodiu no braço de Christensen, mas Frappart não considerou o lance faltoso e mandou o jogo seguir. O lance não teve reclamações dos jogadores dos Reds. Já na prorrogação, um lance capital da partida teve atuação da árbitra. O gol de empate do Chelsea, marcado por Jorginho, foi por meio de um pênalti marcado por Frappart.

 

 

Abraham foi derrubado na área por Adrian e a árbitra foi convicta ao apontar para a marca da cal, apesar da reclamação dos jogadores do Liverpool. O árbitro de vídeo confirmou a decisão da francesa.

 

 

HISTÓRICO

Além de ter sido a primeira árbitra na história a ter apitado uma final masculina da Uefa, Frappart foi a responsável por comandar a final da Copa do Mundo Feminina de 2019, na França, entre Estados Unidos e Holanda, na qual as americanas levaram o título.

Sua atuação segura e convicta rendeu elogios do responsável pela arbitragem do futebol europeu, o ex-árbitro italiano Roberto Rossetti, que elogiou Frappart no dia de sua escolha para ser a árbitra da Supercopa.

“Stéphanie provou ao longo de vários anos que é uma das melhores árbitras não apenas na Europa, mas em todo o mundo. Ela tem a capacidade de comandar no maior palco, como ela provou na final da Copa do Mundo Feminina deste ano”, destacou.

(Fonte: https://www.terra.com.br/esportes/lance – ESPORTES / LANCE! / Por Cayo Pereira –14 AGO 2019)

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