A primeira lutadora brasileira a levar o cinturão do WWE

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Após ser pioneira em trazer o cinturão do WWE, para o Brasil, a lutadora Gabi Castrovinci quer se destacar no bodybuilding

 

Gabi Castrovinci entrou para a história ao ser a primeira lutadora brasileira a levar o cinturão do WWE, principal torneio de luta livre do mundo.

 

 

Gabi Castrovinci – (David Blazer/ MF Assessoria)

 

 

 

Brasileira que destronou Ronda Rousey como a “musa dos ringues“, a lutadora Gabi Castrovinci, que é famosa nos Estados Unidos não só pelo seu talento na luta livre, mas também por sua beleza, revela que seu bumbum é muito elogiado nos EUA e brinca: “Aqui ninguém tem né!?”, disse a paranaense de 31 anos, modesta.

 

 

 

Gabi Castrovinci e Ronda Rousey (Foto: Divulgação / MF Press Global )

 

 

 

 

Gabi Castrovinci (Foto: Divulgação / MF Press Global)

 

 

 

“Minha bunda é natural, claro! Para que vou colocar algo para ficar desproporcional? E outra coisa, imagina em 10 anos como vão ficar essas mulheres. Com a bunda apontando para o céu, totalmente desproporcional. Tem uma fitness famosa aí no Brasil que parece que alega que nunca colocou nada na bunda. Impossível né!? Nem tem como disfarçar, qualquer um com senso de percepção nota que é fora do normal”, dispara Gabi Castrovinci com seu jeitão brincalhão e espontâneo, e parecendo se referir a Gracyanne Barbosa.

 

 

PASSADO POBRE
Gabi, que atualmente mora em Orlando com seu marido, foi faxineira e chegou a catar lixo nos primeiros anos em que morou nos Estados Unidos. “Antes do meu primeiro casamento eu morava com meu pai, que era lixeiro. Pegávamos muita roupa no lixo. Televisão, sofá, microondas, torradeira… Foram poucas coisas que compramos no começo da nossa trajetória aqui. Tudo o que a gente tinha era dado de presente ou era do lixo. Eu e uma amigona minha, a Léia, minha madrinha de casamento, uma vez limpamos uma casa nojenta que não dava nem para ver o chão. Era um absurdo. Pegaram um container e jogaram tudo lá. A gente pegou nosso primeiro computador nesse lixo. Foi muito engraçado [risos]”, contou a lutadora brasileira.

 

 

ASSÉDIO SEXUAL
Na infância, Gabi Castrovinci foi molestada por um parente: “Isso estourou faz pouco tempo, pois nunca tinha contado para os meus pais. Foi uma discussão que desencadeou essa revelação. Falei para o meu pai: ‘Nossa, você fica defendendo esse monstro e ele passava a mão em mim quando eu era criança’. Acho que tinha só uns seis anos quando mudamos para Curitiba pois morávamos no interior do Paraná. Esse tio é casado com a irmã do meu pai. Acredito que não tenha sido a única criança que ele fez isso. Começou pois íamos muito para a praia e ele falava: ‘Vamos para o mar com o tio’. Quando chegava no mar ele pegava meu pé e ficava passando no pênis dele. Era criança e depois de algumas vezes foi que entendi. Minha mãe nunca teve aquela historinha que foi a sementinha que germinou na barriga da mamãe, ela sempre me educou com esse negócio de sexo. Depois de algumas vezes me toquei que aquilo não era certo, que o que ele estava fazendo era errado”, desabafou a morena, hoje com 30 anos.

 

 

“Éramos membros de um clube de piscina e ele falava assim: ‘Vem com o tio, vamos ver se dá pé na piscina’. Ele me colocava na frente dele e ficava roçando o pênis nas minhas costas. Foram vários episódios. Quando fui crescendo, virando adolescente e ganhando corpo, eles tinham uma farmácia do lado da nossa padaria. Ele sempre fazia comentários maliciosos tipo: ‘Nossa, e essa bundinha. Ai se eu te pego’. Sempre passava a mão na minha bunda ou dava um beliscão. Esse tipo de coisa típica do tio safado mesmo, pervertido. Pelo que lembro ele nunca tirou o pênis para fora. Hoje isso me dá muita raiva. Quantas crianças passam por isso e coisas piores e não sabem? Acontecem estupros e ninguém fica sabendo. Família é uma das piores coisas. Não tenho relacionamento com a minha família. Só uma tia que é irmã do meu pai, que mora no interior do Paraná, que converso. E com esses primos. Da família da minha mãe não tenho muito contato”, finalizou a lutadora

Gabi, que compete pelo WWE (World Wrestling Entertainment), principal competição mundial de luta livre, conquistou em 2016 o cobiçado cinturão do Shine Wrestling, federação feminina do esporte mais prestigiada do mundo.

 

 

Gabi Castrovinci (Foto: Divulgação / MF Press Global)

 

 

 

Gabi Castrovinci (Foto: Divulgação / MF Press Global)

 

 

Gabi Castrovinci, de faxineira “escravizada” a grande nome da luta nos EUA

Brasileira conta os momentos difíceis que passou antes de se tornar uma lutadora conhecida em terras norte-americanas

 

 

Gabi Castrovinci (Foto: Divulgação / MF Press Global)

 

 

Gabi Castrovinci é um dos principais nomes da luta livre nos Estados Unidos e é a primeira lutadora brasileira a participar do WWE, principal torneio do esporte em todo mundo. Porém, antes da fama em terras norte-americanas, ela passou por momentos difíceis trabalhando como faxineira e catando lixo.

 

 

“Cheguei nos EUA em fevereiro de 2002, um domingo, em Connecticut. Na segunda-feira já comecei a trabalhar. Sendo imigrante e não falando inglês, eu não tinha muita opção a não ser trabalhar de faxineira. Limpei cinco casas no primeiro dia com uma mulher que era namorada do meu pai na época. Ela me escravizava e ganhei 100 dólares. Pensei: ‘Nossa. Onde eu iria ganhar isso no Brasil em um dia de trabalho?’, contou Gabi Castrovinci .

 

 

“No dia seguinte ela me explorou novamente. Eu lavava banheiro, passava aspirador, limpava cozinha e passava pano. Fazia o serviço da casa inteira e a mulher só tirava pó. Ela me ferrava pois não gostava de mim por causa do meu pai. Ela tinha ciúmes da gente”, conta a morena que atualmente está com 30 anos de idade.

Segundo a musa da luta, ela ganhava de 500 a 600 dólares por semana numa época em que a moeda norte-americana estava acima dos quatro reais. “Eu ganhava muito dinheiro e mandava tudo para o Brasil. Juntei uma graninha boa. Trabalhei em outros lugares, outras empresas de limpeza, e tenho muitas histórias hilárias e tristes dessa época da minha vida”, lembrou a brasileira.

 

 

Com a experiência no ramo, Gabi abriu seu próprio negócio, comprando uma empresa de limpeza. “Não trabalhava de empregada para ninguém mais. Trabalhava em sete ou oito casas por dia de segunda a sábado. Além disso, entregava jornal de madrugada e limpava janela no verão. Trabalhei uns sete anos nisso. Nesse período me legalizei após casar com um cara que me batia muito. Pensei: ‘Vou aguentar até conseguir meu papel. Depois disso eu vou embora'”, comentou.

 

Dentista ou lutadora?

 

E foi exatamente isso o que aconteceu. Gabi Castrovinci conseguiu seu “Green Card” (documento que permite que o brasileiro resida e trabalhe nos EUA de forma legal) e partiu para um novo rumo na vida: vendeu seu negócio e começou a estudar odontologia.

 

 

 

Gabi Castrovinci, musa brasileira da luta livre. (MF Models Assessoria)

 

 

 

“Comecei a estudar, a trabalhar em um consultório de dentista como assistente de dentista. Ganhava razoavelmente bem. Foi aí que eu conheci meu marido, que é 22 anos mais velho do que eu. Ele era paciente no consultório e começamos a nos relacionar. Comecei então a trabalhar para ele vendendo seguro”, contou.

 

 

 

Apesar de tentar ingressar na odontologia, a paixão pelas artes marciais falou mais alto. “Quando limpava casas, uma das minhas patroas era bodybuilder. Eu era fissurada pelos troféus e pelo corpo dela. Ela sempre foi uma inspiração para mim, tanto que quando tinha condições e disponibilidade de tempo, porque para ter uma vida fitness você tem que ter tempo, comecei a treinar”, disse Gabi.

 

 

“Fiz um show da WBFF (World Beauty Fitness & Fashion Inc.) e ganhei o Pro Card. O WWE estava a procura de pessoas para fazer o show ‘Tough Enough’ e foi dessa maneira que eles me descobriram. Não gostei da maneira como me trataram. Saíram coisas durante o show que meu marido tinha me achado na internet, que eu era prostituta. Pelo fato dele ser mais velho as pessoas já começam a tirar conclusões. A sociedade é muito cruel”, lembrou.

 

 

E aí surgiu a oportunidade de Gabi Castrovinci continuar morando em Orlando, no estado da Flórida. “Contratei uma pessoa para me ensinar a lutar e em menos de uma semana já tinha um contrato com a TNA (Total Nonstop Action Wrestling). Virei lutadora e hoje batalho muito, treino muito e quero cada dia ser melhor na minha luta”, completou a brasileira.

(Fonte: http://esporte.ig.com.br/lutas/2016-11-09 – ESPORTE – LUTAS / Por iG São Paulo 

(Fonte: https://revistaquem.globo.com/QUEM-News/noticia/2017/02 – POR QUEMONLINE – 22/02/2017)

(Fonte: https://ndonline.com.br/florianopolis/esportes – ESPORTES / LANCE!, RIO DE JANEIRO (RJ) – 

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