A primeira frota de caminhões elétricos do Brasil

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Rio de Janeiro pode ter a primeira frota de caminhões elétricos do País

Secretaria de Transportes do estado está na fase de negociações com grupo espanhol responsável pelo desenvolvimento de protótipo elétrico

Desenvolvido pelo grupo Applus Idiada, o protótipo de caminhão elétrico passou por um intenso período de testes, ao longo de 2010, e agora pode se tornar o primeiro passo para o desenvolvimento da tecnologia no País. Prestadora de serviços automotivos, a empresa espanhola trouxe o protótipo para o Brasil em meados deste ano, em exposições e simpósios, e o modelo foi oficialmente apresentado para autoridades da Secretaria de Transportes do Estado do Rio de Janeiro em outubro de 2012.

Interessada em renovar sua frota, a secretaria está na fase inicial de negociações com o grupo espanhol, e pode tornar o estado o primeiro a investir na tecnologia elétrica em caminhões. A partir de um modelo movido a gasolina, a Applus Idiada desenvolveu e testou um caminhão elétrico, adaptando baterias no antigo conjunto elétrico e transformando a parte eletrônica central do motor.

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“Desenvolvemos uma tecnologia em linguagem aberta, que pode ser utilizada por qualquer cliente que tiver interesse em executar o projeto. Na pista de testes da empresa, testamos a autonomia, a estabilidade e a capacidade de carga do protótipo, que foi validado pelo mercado europeu”, afirma o engenheiro Julian Modro, analista comercial da empresa no Brasil.

Com velocidade máxima limitada a 80 quilômetros horários e autonomia de 110 quilômetros, o protótipo de caminhão elétrico precisa de quatro a seis horas para ser recarregado e utiliza um sistema de câmbio redutor similar ao dos veículos automáticos.

Segundo Modro, após feita a apresentação inicial na secretaria fluminense, as conversas deverão avançar até a finalização de um acordo efetivo entre o órgão e o grupo espanhol, mas sem previsão de valores e comercialização dos futuros caminhões elétricos. “A Idiada se posicionaria como fornecedora de tecnologia e para dar suporte no desenvolvimento dos modelos. No entanto, as conversas estão na fase inicial e colocar tudo em prática leva tempo”, destaca.

(Fonte: http://transporteelogistica.terra.com.br/noticias/integra/281 – Cartola – Agência de Conteúdo – Especial para o Terra)

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