A primeira atriz trans a interpretar uma super-heroína na TV dos EUA

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Nicole Maines: 1ª heroína trans da TV dos EUA é atriz e ativista que lutou para usar banheiro feminino em escola

 

Ela vai interpretar a personagem trans Dreamer na série ‘Supergirl’; Nicole tem irmão gêmeo que não é trans, e se destacou como ativista após vencer ação contra escola por violar seu direito de usar banheiro feminino no Maine.

 

Nicole Maines, que será a primeira atriz trans a interpretar uma super-heroína na TV dos EUA, durante evento da Comic-Con, em que o anúncio foi feito (Foto: Mike Coppola / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / AFP)

 

 

 

 

Nicole Maines viverá a primeira super-heroína transexual na TV dos Estados Unidos. A atriz, que também é transexual, será a personagem Dreamer (Sonhadora) na 4ª temporada da série “Supergirl”, que estreou no dia 14 de outubro nos EUA.

 

No Brasil, “Supergirl” é transmitido na TV aberta pela Globo e no canal fechado Warner Channel.

Saiba mais sobre Nicole Maines:

  • Ela tem 20 anos, nasceu em Gloversville, Nova York, e cresceu na pequena Portland, no Maine.

 

  • Nicole tem um irmão gêmeo, Jonas, que não é transgênero. Ela diz que aos dois anos de idade já sabia que era transexual.

 

 

 

  • Em 2015, sua história foi contada no livro “Becoming Nicole: The Transformation of an American Family”, da jornalista Amy Ellis, do “Washington Post”.

 

  • Ela estreou como atriz neste ano no filme independente de terror “Bit”.

Nicole Maines na época da audiência em 2014 em que juiz determinou que escola violou direito de usar banheiro das meninas (Foto: Robert F. Bukaty/AP)

 

 

A inclusão de Nicole no elenco da série foi anunciada durante a Comic-Con 2018, evento de cultura pop em San Diego, nos EUA.

Ela falou sobre os objetivos com o novo trabalho ao site da revista “Variety”:

“Eu quero que os fãs entendam melhor as pessoas trans. Nós podemos ser qualquer pessoa, podemos ser quem quisermos. Podemos ser super-heróis – porque nós somos, de muitas formas”.

 

 

 

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Ela vai aparecer em vários episódios tanto como a heroína Dreamer quanto na sua versão sem o uniforme, a jovem repórter Nia Nal.

 

 

“Nia é muito mais que uma super-heroína trans. Ela é uma repórter, ela tem esperança, é poderosa, sábia e uma ótima amiga”, a atriz descreve.

Como começou a ação

Quando criança, enquanto o irmão colecionava carrinhos e se fantasiava de super-herói, Nicole preferia se vestir de princesa e brincar de bonecas. Aos quatro anos, perguntou à mãe quando iria se tornar uma menina.

Aos 11 anos, Nicole passou por um tratamento médico que inibe a ação dos hormônios da puberdade.

Na escola primária os problemas começaram. Nicole começou a usar o banheiro das meninas. Os funcionários da escola, inicialmente, deixaram.

Mas depois que o avô de um menino da quinta série reclamou, Nicole foi proibida. A direção da escola então mandou Nicole usar um banheiro separado. Em 2009, os pais questionaram a escola na Justiça.

Nicole ao lado da mãe e do irmão durante audiência em 2014 (Foto: Robert F. Bukaty/AP)

 

 

 

Aplaudida pelos colegas

Depois do anúncio da decisão do juiz em 2014, os colegas da atual classe de Nicole, que está no ensino médio, levantaram e bateram palmas. Nicole compareceu ao tribunal em junho de 2013, quando disse que não desejaria a sua experiência de ninguém.

“Espero que os juízes tenham entendido que tudo o que um estudante quer é ir para a escola se divertir e fazer amigos, e não sofrer bullying dos alunos ou da administração do colégio.”

 

 

O pai de Nicole, Wayne Maines, disse na época que tudo o que ele queria era para a sua filha para ser tratada como seus colegas de classe . Ele disse que estava emocionado quando soube da decisão. “Isso serve de mensagem para os meus filhos que você pode acreditar no sistema e que pode funcionar.”

O caso da estudante transgênero de 15 anos Nicole Maines (à dir., ao lado do irmão gêmeo, Jonas) foi parar no mais alto tribunal do estado de Maine, EUA. Os advogados entraram com uma ação contra a escola que a proibiu a de frequentar o banheiro feminino. (Foto: Robert F. Bukaty/AP)

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