A Praça da Alegria (posteriormente, A Praça é Nossa) um dos programas humorísticos de maior sucesso da televisão brasileira.
O formato simples e as piadas de alcance imediato fizeram além do sucesso, a atração se destaca pela longevidade. São mais de cinco décadas no ar. A criação partiu de Manuel de Nóbrega, em 1956, a partir de uma ideia singela: ele seria o anfitrião, sentado num banco de praça, por onde passariam os tipos mais esquisitos e engraçados.
A estreia foi no ano seguinte, na TV Paulista, e logo caiu no gosto do povo. Isso fez com que o programa se mantivesse inalterado por toda a década de 1960, mesmo passando por outros canais, como a TV Record e a TV Rio. A Praça chegaria à Globo em meados dos anos 1970, já sem Nóbrega à frente, mas com Luiz Carlos Miele. Dessa vez, a vida do programa seria curta, e ele só seria retomado uma década mais tarde, já com o herdeiro de Nóbrega, o seu filho Carlos Alberto, no comando, primeiro na Bandeirantes e, logo depois, apenas quatro episódios, no SBT. A estreia foi em maio de 1987 e, desde então, permanece na grade de programação.
Dentre os comediantes que participaram (ou ainda participam), estão Viana Júnior (Apolônio), Rony Rios (Velha Surda), Ronald Golias (Bronco e Pacífico), Zilda Cardoso (Catifunda) e Borges de Barros (mendigo).
Um dos símbolos da Praça morreu no começo do mês. Aos 68 anos, o comediante Viana Júnior, conhecido pelo papel do personagem Apolônio, faleceu no último dia 7, em sua casa em Itanhaém, no litoral paulista. Sofrendo de ataxia cerebelar, Viana Júnior (cujo nome verdadeiro era Sérgio von Puttkammer) estava afastado há quase uma década do programa. Seu personagem era dos mais antigos e queridos pelo público. Ele interpretava Apolônio, o irritadiço cidadão que apenas desejava ler em paz o seu jornal e que ia ficando cada vez mais estressado com as confusões provocadas por uma velha surda que insistia em puxar conversa com ele.
Seu companheiro de humor era o comediante Ronald Leite Rios, o Rony Rios. Desde a década de 1950 que Rony já trabalhava ao lado de Manuel da Nóbrega, interpretando, além da Velha Surda, os personagens Philadelpho e Explicadinho. Rony Rios morreu em 2001, aos 64 anos.
(Fonte: Zero Hora – Ano 47 – 20 de junho de 2010 – N° 16372 – JOGO DA MEMÓRIA – Por Márcio Pinheiro – Pág; 10)
- Luiz Carlos Miele e Golias
- Ronald Leite Rios, o Rony Rios
- Carlos Alberto de Nóbrega
- Carlos Alberto de Nóbrega




