Originário dos Estados Unidos, o rap (abreviação para “rhythm and poetry”) chega ao Brasil no início dos anos 80. Começa a ser praticado por dançarinos de rua. Com evoluções desconcertantes, a nova dança se espalha rapidamente e conquista os meios de comunicação, principalmente na publicidade dirigida a jovens. Como nos EUA, o rap brasileiro transforma-se em grito de protesto das comunidades negras da periferia das grandes cidades. Normalmente o rap é executado por uma dupla, formada por um DJ (disc-jockey, que cuida da parte musical) e por um MC (mestre de cerimônia, encarregado do canto falado). As letras de rap são longos discursos, versando geralmente sobre a violência urbana, o racismo e a miséria.
Representantes do rap – A partir de 1993 o rap passa a ocupar espaço na indústria fonográfica brasileira, com o surgimento de Gabriel, o Pensador – ver foto ao lado -, cujo disco de estréia vende 270 mil unidades. Em São Paulo, coexistem duas tendências: a romântica, cujas letras falam de amor, é representada pelo Sampa Crew, que vende 150 mil discos; a conscientizadora, cujo maior expoente é o grupo Racionais MCs, e ultrapassa 100 mil cópias vendidas. Há programas de rádio dedicados exclusivamente ao gênero, além de várias casas noturnas onde só se toca rap.
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