Na metade dos anos 60 ecoa no Brasil a explosão do rock’n’roll. Artistas que cantam versões em português de sucessos internacionais abrem caminho para sintonizar o Brasil com a nova onda mundial. Surge uma música feita e consumida em grande escala pela juventude. Misturando uma imagem romântica à de playboy namorador, Roberto Carlos vira ídolo nacional.
Apresenta, ao lado de Erasmo Carlos – seu parceiro mais constante – e Wanderléia, o programa Jovem guarda pela TV Tupi, de São Paulo. Roberto Carlos introduz o conceito de artista-produto, assessorado pelos publicitários da agência MMP (Magaldi, Maia e Prosperi). Roupas, corte de cabelo e gírias lançadas por Roberto no programa conquistam o país. São dessa época as expressões “bicho”, “mora” e “brasa”.
Representantes- Além de Roberto Carlos e Erasmo Carlos, aparecem Eduardo Araújo (o “Goiabão”), Wanderléia, Renato e seus Blue Caps, Golden Boys e Os Incríveis. Dos sucessos da jovem guarda destacam-se Rua Augusta (gravada por Ronnie Cord), Festa de arromba e Quero que vá tudo pro inferno, ambas de Roberto e Erasmo Carlos.
Roberto Carlos Braga (1941- ) nasce em Cachoeiro do Itapemirim, Espírito Santo, em 19 de abril. Aos seis anos sua perna direita é esmagada por um trem. Com o LP É proibido fumar (1964) ganha o prêmio Roquete Pinto. Consagra-se como Rei da Juventude e protagoniza alguns filmes, como O diamante cor-de-rosa, Em ritmo de aventura e A 300 km por hora. Passa a lançar um LP a cada ano, sempre com vendas acima de 1 milhão de cópias. Como compositor, estabelece um padrão insuperável de canções românticas, como Emoções, Detalhes e Fera ferida.

