Dadamaino
| Dadamaino (I, 1930–2004) |
| Nasce em 1930 em Milão, Itália, com o nome de Eduarda Maino, e morre em 2004, na mesma cidade. Ao lado de Enrico Castellani e Piero Manzoni, Dadamaino faz parte do círculo de artistas milaneses, que no final das décadas de 1950 e 1960 constitui o núcleo da Galeria Azimut e que mantém contato com o grupo ZERO. Médica formada, Dadamaino estreia em 1956 com obras geométricas abstratas, e, por volta de 1958, deixa-se inspirar pelas telas fendidas de Fontana em sua obra Volumi [Volumes], cujas superfícies de tela monocrômicas são perfuradas com recortes ovais irregulares ou séries de orifícios regulares em forma de ranhura. Em sua próxima obra, Volumi a moduli sfasati, usa transparências de plástico ou vidro de plástico colocadas umas sobre as outras, e cuja perfuração levemente deslocada desenvolve um efeito moiré, permitindo a modulação de luz. Em 1964, Dadamaino concebe a obra Oggetti ottichidinamichi, que, suspensa por fios ou enquadrada, é constituída de partículas de alumínio dispostas como em um tabuleiro de xadrez e que dão a impressão de um espaço arqueado, produzindo movimento no interior da forma estática. Nessa época, ela também participa de atividades do movimento Nouvelle Tendance. Em 1967, dedica-se à análise de cores, para a qual faz uso das sete cores do espectro, adicionando a elas o branco, o preto e o marrom. Dois anos mais tarde, monta sobre uma base monocromática faixas de material sintético fluorescente que, pela mínima corrente de ar, se põem em movimento e cujas reações cromáticas são transferidas ao redor do espaço por meio de uma lâmpada. A intensa análise de relações entre volume, forma e cor a inspira para uma série de relevos de ripas laqueadas fluorescentes. No final da década de 1970, Dadamaino dá início a obras constituídas pelo minucioso preenchimento integral de telas e folhas com símbolos em forma de letra por ela aplicados manualmente segundo diversos critérios de avaliação. Mais tarde, esses símbolos do alfabeto da mente – L’Alfabeto della mente – são encontrados sobre folhas de polietileno transparentes, que se estendem da parede ao chão e se desenrolam em parte até atingir o espaço. A translúcida fragmentação de Sein und Zeit [Ser e Tempo], por sua vitalidade e dinâmica, apresenta-se ao espectador como relevo vibrante. Dadamaino expõe seus trabalhos na 39ª e 44ª Bienal de Veneza, em 1980 e 1990, respectivamente. |
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