Alain Delon, ultuado ator francês que estrelou uma série de clássicos entre os anos de 1960 e 1970, Alain Delon participou de mais de 90 produções cinematográficas com cineastas como Louis Malle, Michelangelo Antonioni, Jean-Luc Godard, Jean-Pierre Melville, Luchino Visconti, René Clément e Jacques Deray

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Alain Delon, lenda do cinema francês

Ator ficou mundialmente conhecido por sua atuação no filme O Sol por Testemunha.

Alain ficou marcado por filmes como “Rocco e seus Irmãos”, “O Leopardo” e o “O Samurai”.

 

 

(Arquivo) Foto tirada em 10 de fevereiro de 2011 mostra o ator francês Alain Delon, em Paris – (AFP/Arquivos)

Durante os 50 anos de profissão, Alain fez, pelo menos, 80 filmes

Protagonista de clássicos de diretores como Jean-Pierre Melville e Michelangelo Antonioni

Alain Delon durante o Festival de Cannes, em maio de 2019, quando foi homenageado com a Palma de Ouro Honorária — (Foto: CHRISTOPHE SIMON / AFP)

 

 

 

Alain Delon (nasceu em Sceaux, em 8 de novembro de 1935 – faleceu em 18 de agosto de 2024, em Douchy-Montcorbon, na França), ator francês, foi lenda do cinema e um dos grandes astros do cinema francês e europeu, ator já foi sex-symbol masculino. O ator e sex symbol durante os 50 anos de profissão, integrou, pelo menos, 80 filmes, sendo que alguns deles sob a direção de Luchino Visconti e Michelangelo Antonioni.

Cultuado ator francês que estrelou uma série de clássicos entre os anos de 1960 e 1970, Alain Delon participou de mais de 90 produções cinematográficas com cineastas como Louis Malle, Michelangelo Antonioni, Jean-Luc Godard, Jean-Pierre Melville, Luchino Visconti, René Clément e Jacques Deray.

Sua boa aparência e sua atuação instintiva permitiram que ele se construísse na carreira como uma lenda muito cedo, por meio de uma série de filmes lendários. Profundamente marcado por uma infância difícil, ele sempre se retratou como um homem solitário, apesar de sua imensa popularidade e sucesso com as mulheres.

Embora quando nasceu em Sceaux, perto de Paris, seu pai biológico fosse o diretor de um pequeno cinema, nada predestinava Delon a uma carreira nas telas de cinema. Absolutamente nada, além de um físico que por muito tempo lhe rendeu o status de “homem mais bonito do mundo” em muitos países, inclusive na França, e, acima de tudo, abriu as portas dos estúdios de cinema.

Ícone do cinema francês, o artista conquistou os corações de milhões de fãs com suas interpretações icônicas de assassinos, bandidos e matadores de aluguel no auge do pós-guerra.

Alain Fabien Maurice Marcel Delon tinha 4 anos quando seus pais se divorciaram. Sua mãe o confiou a uma babá, a Senhora Nero, cujo marido era guarda na prisão de Fresnes (segunda maior penitenciária da França, ao sul de Paris). “Passei parte da minha juventude dentro dos muros da prisão de Fresnes”, confidenciou ele em uma entrevista, se referindo à cadeia como um ambiente bastante especial que talvez explique a proximidade de Delon com criminosos durante grande parte de sua vida.

História de Delon: uma juventude problemática

Com a separação de seus pais, o jovem Alain passou toda a sua carreira escolar em um colégio interno. Já com uma cabeça forte e rebelde contra a autoridade, ele foi expulso de seis escolas entre os 8 e os 14 anos, quando deixou a escola definitivamente para ir trabalhar para o novo marido de sua mãe, Paul Boulogne, que era dono de uma delicatessen.
Naquela época, ele sonhava com o ciclismo e o conhecido Tour de France, mas mesmo assim foi aprovado no CAP (certificado de treinamento vocacional) de charcuteiro, que parecia destinado a torná-lo o sucessor de seu padrasto na loja um dia. Mas o desejo de liberdade era mais forte. Aos 17 anos, ele entrou para a marinha. Para fugir, mas também pelo bônus de alistamento: 152 mil francos antigos (cerca de R$ 18 mil hoje). Ele foi parar em Toulon, no sul da França, e seus problemas começaram quando ele e um cúmplice foram pegos roubando equipamentos de rádio.
A França estava perdendo a guerra quando ele desembarcou na Ásia, depois de um mês no mar. Em Saigon, entretanto, ele finalmente se sentiu parte de uma família entre jovens soldados que não se importavam com o perigo e, como ele, amavam a aventura e a liberdade. Ele também descobriu os prazeres da vida nos trópicos e até viu ‘Touchez Pas Au Grisbi’ (o filme, ‘Grisbi, Ouro Maldito’, de1954) em um cinema. Foi um grande choque. Imediatamente, ele se tornou um fã incondicional de Jean Gabin. Como em Toulon, a aventura militar acabou mal. Preso por dirigir um jipe roubado em uma vala, ele comemorou seu vigésimo aniversário em uma delegacia antes de ser mandado de volta para a França sem um tostão.

Delon é descrito por especialistas e artistas como um “gigante da cultura francesa”. Esteve à frente de filmes como O Sol por Testemunha, Rocco e Seus Irmãos e O Leopardo. Apesar do sucesso em seu país, ele nunca alcançou o mesmo nível de fama em Hollywood.

Delon participou de pelo menos 80 filmes em 50 anos de carreira e foi dirigido por grandes cineastas, como Melville, Visconti, Losey, ou Antonioni. Seus papéis em “Rocco e seus Irmãos”, “O Leopardo”, “O Samurai”, entre outros, marcaram gerações de cinéfilos.

Nascido em 8 de novembro de 1935, Alain Delon fez mais de cem filmes em 50 anos de carreira, que o tornaram um galã conhecido no mundo inteiro.

Em “O Siciliano” (1987), de Michael Cimino, Delon contracenou com Jean Gabin (1904-1976) e Lino Ventura (1919-1987).

Delon e Sydne Rome contracenaram no filme “Creezy – O Político Charmoso” de (1974), de Pierre Granier-Deferre.

Delon já foi Don Diego: em “A Marca do Zorro” (1975), do diretor Duccio Tessari (1926-1994).

Alain Delon atuou como Rocco no filme “Rocco e Seus Irmãos” (1960), dirigido por Luchino Visconti.

Alain Delon estrelou ao lado de Marie Laforêt no filme “O Sol por Testemunha” (1960) de René Clément.

O auge nos anos 60 e 70

Antes de se tornar uma estrela de cinema, Delon, nascido Alain Fabien Maurice Marcel Delon em 8 de novembro de 1935, em Sceaux, Hauts-de-Seine, França, começou sua vida profissional como aprendiz de açougueiro, trabalhando ao lado do pai.

Mais tarde, alistou-se como fuzileiro naval e, em 1953, foi enviado ao sudeste asiático. Após ser dispensado em 1955, Delon fez vários trabalhos temporários e tornou-se amigo de alguns atores de cinema, com os quais compareceu ao festival de cinema de Cannes em 1957.

Durante o festival, Delon chamou a atenção de um caçador de talentos do produtor americano David Selznick, que lhe ofereceu um contrato com a condição de aprender inglês. No entanto, após conhecer o diretor francês Yves Allégret, Delon decidiu seguir carreira na França.

Considerado um dos grandes galãs do cinema entre as décadas de 1960 e 1970, Delon estrelou mais de 80 produções cinematográficas, incluindo clássicos como “O Sol por Testemunha” (1959) e “Cidadão Klein” (1976).

Alain Delon recebeu em setembro de 2013 a medalha de “Legião de Honra” da França, em Paris.

Delon rodou seu último filme, “Astérix nos Jogos Olímpicos”, em 2008.

Sua popularidade sofreu uma queda nos últimos anos, especialmente por suas posições a favor do partido da extrema direita francesa Frente Nacional, da pena de morte, ou sobre a homossexualidade, a qual ele considera “contra as leis naturais”.

Sua última grande aparição foi para receber uma Palma de Ouro honorária no Festival de Cinema de Cannes, em maio de 2019.

Eu nunca sonhei com essa carreira, ela simplesmente aconteceu. Eu não fui feito para ser Alain Delon. Eu deveria ter morrido há muito tempo. Isso se chama destino“, essas foram as palavras de Alain Delon em uma edição especial da revista semanal Paris-Match dedicada a ele em janeiro de 2018, uma entrevista na qual ele às vezes falava de si mesmo na terceira pessoa. Um tique de linguagem que, no fundo, pretendia marcar claramente, do seu ponto de vista, a fronteira entre o ator e o indivíduo Alain Delon.

Não se pode entender Delon, seu caráter com todas as suas fraquezas e a melancolia que parece nunca tê-lo abandonado, a menos que se olhe para os primeiros 20 anos de sua vida, uma existência sombria e solitária que, segundo ele, certamente teria se tornado trágica se não tivesse se tornado ator“, escreveu o jornalista Christophe Carmarans, da RFI.

Um declínio lento

Muito fraco nos últimos anos, o ator foi submetido a uma operação por causa de uma arritmia cardíaca em abril de 2012, seguida por outra em setembro de 2013. Em agosto de 2015, queixando-se de intensa dor nas costas, foi levado às pressas ao Hospital Lariboisière para uma neurocirurgia facial. Retirado em sua propriedade em Douchy por dezoito meses, ele reapareceu em janeiro de 2016 para aplaudir o cantor quebequense Robert Charlebois, que estava comemorando seu 50º aniversário no Olympia, e depois em Colombey-les-Deux-Églises, em 18 de junho do mesmo ano, para emprestar sua voz a uma comemoração do apelo do General de Gaulle, “uma honra”, declarou. Profundamente afetado pela morte de Mireille Darc no final de agosto de 2017, ele expressou seu desgosto pela vida nessa famosa edição especial da Paris-Match.

“A vida não me oferece muito mais. Já conheci tudo, já vi tudo. Mas, acima de tudo, eu odeio esta era, eu a vomito”, disse ele aos 82 anos de idade. “Sou um ator, não um comediante, não fui ao Conservatório”, acrescentou. “Não fiz nada. Saí da escola aos 14 anos e fui para o exército. Sou um ator como Jean Gabin, Lino Ventura ou Burt Lancaster. Uma personalidade forte que foi trazida para a tela. E posso dizer, sem falsa modéstia”, concluiu, ‘que fui bem-sucedido nessa profissão’. Junto com sua filha mais nova, Anouchka, ele recebeu a Palma de Ouro por sua carreira em 2019.

Os anos que se seguiram foram marcados por uma série de problemas graves de saúde e vários casos familiares. Um deles opôs seus três filhos à sua cuidadora Hiromi Rollin, a quem acusaram de assédio moral, confinamento e abuso de fraqueza. E o outro divide seus filhos sobre seu estado mental e físico, com a questão da herança como pano de fundo. Um relatório médico colocou o ator sob proteção judicial em janeiro de 2024 e, três meses depois, sob tutela reforçada.

Após sofrer um AVC em 2019, Delon passou a viver recluso em sua propriedade, e sua família chegou a declarar que ele manifestou o desejo de se submeter ao suicídio assistido.

A decisão do suicídio assistido

decisão de recorrer ao suicídio assistido foi um desdobramento de seu estado de saúde. Em 25 de março, o perfil oficial de Alain Delon no Instagram publicou o que muitos fãs interpretaram como uma mensagem de despedida.

“Gostaria de agradecer a todos que me acompanharam ao longo dos anos e me deram grande apoio. Espero que os futuros atores possam ver em mim um exemplo, não apenas no trabalho, mas na vida cotidiana, com suas vitórias e derrotas. Obrigado, Alain Delon.”

Pouco tempo depois, a conta foi apagada. Delon, que sofreu um AVC em 2019, mencionou várias vezes a possibilidade de recorrer ao suicídio assistido, especialmente após presenciar o sofrimento de sua esposa, Nathalie Delon. Ela também tinha a intenção de optar por essa prática, mas faleceu em 2021 devido a um câncer de pâncreas, antes de conseguir as autorizações necessárias.

Em fevereiro de 2024, a polícia apreendeu 72 armas de fogo e mais de 3 mil munições na casa do ator. Ele não tinha licença para possuir armas de fogo.

O ator francês Alain Delon faleceu aos 88 anos no domingo (18). De acordo com a agência de notícias AFP, a família de Delon informou que ele faleceu em sua casa em Douchy-Montcorbon, na França.

Nas redes sociais, o presidente da França, Emmanuel Macron, lamentou a morte de Delon:

“Alain Delon interpretou papéis lendários e fez o mundo sonhar. Emprestando seu rosto inesquecível para sacudir nossas vidas. Melancólico, popular, reservado, ele era mais do que uma estrela: era um monumento francês”, postou Macron no X (antigo Twitter).

A marca Dior também lamentou a morte do ator, que não era apenas um ícone nas telas, mas uma referência fashion, sendo o rosto da marca durante décadas.

Ele foi um ator notável e, acima de tudo, um amigo da Casa Dior por muitos anos; nossos pensamentos estão com sua família e amigos.

(Fonte: http://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2013/09 – POP & ARTE / NOTÍCIA/ Da France Presse – 17/09/2013)

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(Créditos autorais: https://www.uol.com.br/splash/noticias/2024/08/18 – SPLASH/ NOTÍCIAS/ FILMES/ Da RFI – 18/08/2024)

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(Créditos autorais: https://www.terra.com.br/diversao/entre-telas- DIVERSÃO/ ENTRE TELAS/ por Estadão conteúdo – 18 ago 2024) 

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(Créditos autorais: https://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2024/08/18 – G1 Pop e Arte Cinema/ POP & ARTE / NOTÍCIA/ Por Reuters – 18/08/2024)

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Alain Delon, de 81 anos, anunciou em 9 de maio de 2017 que porá fim à sua carreira, após seu último filme e uma peça de teatro.

“Eu tenho a idade que tenho. Fiz a carreira que fiz. Vou fechar o ciclo com um filme e uma peça de teatro magníficos. Não é o fim de uma vida, mas de uma carreira”, disse o ator à AFP em 9 de maio.

No final de 2017, Delon vai rodar um filme sob a direção do francês Patrice Leconte. A nova produção chega às telonas em 2018. Ele estrela o filme com Juliette Binoche.

“Será uma bela história de amor. Ainda não há título, mas meu personagem vai se parecer um pouco comigo na vida: um homem da minha idade, caprichoso, furioso, mas que descobrirá o amor antes de partir”, afirmou.

Delon disse esperar que a produção seja selecionada em Cannes, “para voltar e se despedir” do maior festival de cinema do mundo.

“Depois desse último filme, acabarei minha carreira com uma magnífica obra de teatro escrita por mim mesmo, ‘Le Crépuscule d’un fauve’, de Jeanne Fontaine”, contou.

(Fonte: http://istoe.com.br – EDIÇÃO Nº 2473  – ENTRETENIMENTO – CULTURA – 05.05.17)

 

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