Julia Margaret Cameron, uma das maiores retratistas da história da fotografia.

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Britânica é uma das maiores retratistas da história da fotografia.

Julia Margaret Cameron (Calcutá, Índia, 11 de junho de 1815 – 26 de janeiro de 1879), uma das maiores retratistas da história da fotografia.

Cameron ganhou sua primeira câmera em dezembro de 1863, de presente de sua filha, ela tinha na época quarenta e oito anos, e era mãe de seis filhos. Condenada por alguns fotógrafos de sua época, ela propositalmente evitou a resolução perfeita e detalhes minuciosos que os negativos de vidro permitiam, ao contrário optou por uma luz cuidadosamente dirigida, foco suave, e longas exposições que permitiram ligeiro movimento dos modelos em seus quadros, dando um senso incomum de respiração e vida.

Julia Margaret Cameron nasceu na Índia em 1815 e foi uma das propulsoras da fotografia de retrato. Sua história é excêntrica desde o começo. Quebrando o clichê das famílias antigas – visto na maioria das histórias de fotógrafos -, onde os pais presenteavam os filhos com equipamentos fotográficos, foi sua filha quem a presenteou com a primeira câmera, tentando acalmar a solidão surgida por uma das viagens do marido. Em menos de um ano, seus retratos já eram reconhecidos pela qualidade e linguagem fotográfica exibidas, sendo solicitados por nomes como Charles Darwin.

Julia fotografava só por satisfações próprias, pois não tinha problema financeiro; por isso, sua dedicação foi fruto de paixão, não de obrigação. Inicialmente, seus retratados eram pessoas da família, criados e amigos. Sua Arte resultou, também, da admiração de pintores românticos. Na fotografia, J.M. Cameron realizava as mesmas características das pinturas que as inspiravam. O individualismo, a expressão dramática e o subjetivismo são as marcas principais de seu portfólio.

Católica fervorosa, Julia também registrava sua devoção das imagens. Seu trabalho foi a maneira que encontrou de protestar contra a Reforma Religiosa. Ao observar suas imagens, principalmente as femininas, encontram-se traços de figuras divinas: suas modelos são quase sempre retratadas com o rosto virado, com a cabeça coberta de panos; algumas, até com asas.

Sua estética veio de um erro, como ela mesma afirmou em um de seus escritos. Sua primeira câmera só permitia um ponto de foco, desfocando os demais; como o retratado tinha de ficar posando por volta de sete minutos, qualquer movimento ajudava a criar mais desfoque. Logo Cameron percebeu o valor artístico deste erro, mantendo-o, mesmo adquirindo seus próximos equipamentos.

Julia Margaret Cameron e sua Arte quebraram a corrente estética de artistas masculinos. Seu trabalho inspira várias áreas como a Fotografia, Moda e Escultura. O conceito de beleza fotográfica editorial, usado para selecionar a maioria das modelos atuais, vem de uma releitura das belezas europeias retratadas por ela. Julia morreu em 26 de janeiro de 1879, deixando inspiração, expressão e drama estético.

(Fonte: http://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2013/08 – POP & ARTE – Da AFP – 20/08/2013)
(Fonte: http://fotografeumaideia.com.br/site – Fotografar é uma ARTE! com: Julia Margaret Cameron – por Henrique Resende)

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