Phil Elliott, foi uma das figuras mais importantes da física nuclear.
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James Philip Elliott (nasceu em 27 de julho de 1929 em Gosport – faleceu em 21 de outubro de 2008 em Lewes), físico nuclear, um dos teóricos mais ilustres nesta área, era estabelecer conexões entre os modelos, demonstrando assim que eles eram complementares, e não conflitantes.
Desde 1911, sabe-se que um átomo complexo pode ser concebido como um enxame de elétrons leves e carregados negativamente, circundando um núcleo cerca de 50.000 vezes menor que o próprio átomo. Apesar de seu tamanho diminuto, os núcleos atômicos têm sido estudados experimentalmente há muitas décadas, e esse trabalho possibilitou a medição e a classificação dos estados de energia em um grande número de núcleos diferentes. A tarefa do teórico tem sido interpretar esses dados aplicando a mecânica quântica a modelos do núcleo.
Quando esta pesquisa começou, por volta de 1950, existiam dois modelos concorrentes. O modelo de camadas considerava cada nucleon como se movendo livremente em uma órbita sob a influência combinada de todos os seus semelhantes. Em contraste, o modelo coletivo descrevia o núcleo como uma gota de líquido que podia absorver energia vibrando ou girando. O principal objetivo do trabalho do físico nuclear Phil Elliott, um dos teóricos mais ilustres nesta área, era estabelecer conexões entre os modelos, demonstrando assim que eles eram complementares, e não conflitantes.
Elliott, físico, nascido em 27 de julho de 1929 em Gosport, Hampshire, um dos dois filhos de um maquinista e uma professora. Depois de frequentar a escola secundária de Gosport, estudou matemática no então University College de Southampton, graduando-se em 1949, mas permanecendo em Southampton para fazer estudos de pós-graduação. Sempre muito atlético e ativo, jogou futebol pela universidade durante seus anos de estudante.
Ele obteve seu doutorado em física nuclear teórica sob a supervisão do Professor Hermann Jahn e, em 1951, ingressou na divisão de física teórica do Centro de Pesquisa de Energia Atômica (Atomic Energy Research Establishment), em Harwell, Oxfordshire, onde trabalhou na teoria do transporte de nêutrons em reatores nucleares antes de retornar ao trabalho com estrutura nuclear quando o Dr. Brian (mais tarde Lord) Flowers foi nomeado diretor. A colaboração entre eles levou a cálculos pioneiros sobre os espectros nucleares de isótopos de oxigênio e flúor.
Foi durante esse período que Phil se casou com Mavis Avery. Depois de um ano nos EUA, na Universidade de Rochester, em Nova York, ele retornou ao departamento de matemática em Southampton, mas, em 1962, transferiu-se para a faculdade de ciências matemáticas e físicas da recém-criada Universidade de Sussex, onde permaneceu até sua aposentadoria em 1994.
Phil alcançou reconhecimento global em 1958 com a publicação, nos Anais da Royal Society, de seus artigos seminais sobre a aplicação do grupo de simetria SU(3) à estrutura nuclear. Este trabalho proporcionou uma nova e profunda compreensão da conexão entre o movimento independente dos nucleons dentro do núcleo e as rotações nucleares coletivas. Inspirou uma geração de jovens teóricos e tornou-se uma das referências mais citadas na área.
Uma conferência de física nuclear realizada em Lewes, East Sussex, em 1998, foi programada para marcar o 40º aniversário do modelo SU(3) e contou com a presença de mais de 100 delegados de todo o mundo. A conferência começou com palestras de abertura do próprio Phil e de Akito Arima sobre a origem e o desenvolvimento do modelo SU(3).
Em Sussex, Phil trabalhou no desenvolvimento de um esquema para relacionar as interações entre nucleons dentro de um núcleo atômico com aquelas que eles experimentam quando colidem no espaço livre. Isso levou aos chamados elementos de matriz de Sussex, que têm sido amplamente aplicados por pesquisadores da estrutura nuclear. O advento do modelo de bósons interagentes da estrutura nuclear, introduzido em 1974 por Arima e Francesco Iachello, deu um novo ímpeto à sua pesquisa em uma direção diferente. Aqui, seu principal interesse não residia em usar o novo modelo como uma ferramenta empírica para a descrição de espectros nucleares, mas em estabelecer uma conexão sólida entre ele e modelos mais familiares, particularmente o modelo de camadas. Esse objetivo foi alcançado em uma série de artigos na década de 1980, que elucidaram os papéis dos pares nêutron-próton e do spin isotópico no movimento nuclear coletivo.
Em todos esses empreendimentos, Phil contou com a ajuda de um pequeno grupo de seguidores, composto por colegas do corpo docente, pesquisadores temporários e alunos de pós-graduação, para todos os quais ele foi professor, mentor e amigo.
Ele foi eleito para a Royal Society em 1980 e, em 1994, recebeu a medalha e o prêmio Rutherford do Instituto de Física . Em 2002, a Sociedade Europeia de Física concedeu seu prestigioso prêmio Lise Meitner conjuntamente a Phil e Iachello, da Universidade de Yale, “por suas aplicações inovadoras de métodos da teoria de grupos à compreensão dos núcleos atômicos”. A contribuição científica de Phil exerceu uma profunda influência no trabalho de muitos outros pesquisadores ilustres. Nas palavras de Iachello, ele foi “uma das figuras mais importantes da física nuclear”.
Phil era um jardineiro entusiasta e amante de ópera, mas nunca perdeu o interesse pela pesquisa. Seu último artigo foi publicado em 2005.
(Direitos autorais reservados: https://www.theguardian.com/world/2009/jan/21 – The Guardian/ MUNDO/ NOTÍCIAS/ FÍSICA DE PARTÍCULAS/ Tony Evans – 21 de janeiro de 2009)

