Lynne Frederick, atriz de cinema
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Lynne Frederick (nasceu em 25 de julho de 1954, em Hillingdon, Middlesex, Inglaterra – faleceu em 27 de abril de 1994, em Los Angeles, Califórnia), atriz britânica viúva do ator Peter Sellers.
Entre os filmes da Sra. Lynne estão “No Blade of Grass” (1970), “Vampire Circus” (1971), “Schizo” (1976) e “Voyage of the Damned” (1976).
Ela contracenou com Sellers no remake de “O Prisioneiro de Zenda” de 1979. Mas sua carreira praticamente declinou após a morte dele.
Quando Sellers faleceu em 1980, ele a nomeou como a principal beneficiária de seu testamento.
Embora tivesse como objetivo se tornar uma estrela de cinema e tenha feito meia dúzia de filmes, nos quais talvez tenha sido escolhida mais por sua beleza do que por quaisquer padrões exigentes que pudessem ser requeridos pelos roteiros, a atriz Lynne ficou mais conhecida como a viúva do gênio cômico Peter Sellers.
Nascida em Hillingdon, Middlesex, em 25 de julho de 1954, tinha apenas 22 anos quando se tornou a quarta Sra. Sellers, em 1977, quase 30 anos mais jovem que o marido. Ele morreu apenas três anos depois, vítima de um infarto fulminante, o quinto em 16 anos, aos 54 anos. O ator deixou a maior parte de sua fortuna de 4 milhões de libras para Lynne, com apenas 750 libras legadas para cada um de seus três filhos de casamentos anteriores.
Seus dois casamentos subsequentes — com o entrevistador de televisão viajante David Frost e com Barry Unger, um cirurgião cardíaco de Los Angeles — terminaram em divórcio, e Frederick continuou a nutrir sentimentos por Sellers mesmo mais de 10 anos após a morte dele. “Eu era sua mãe, sua irmã, sua filha, sua amante, sua esposa, e ele se tornou para mim meu pai, meu amante, meu amigo”, disse ela certa vez.
Nascida em Hillingdon, Middlesex, Lynne foi criada pela mãe e pela avó em Market Harborough, Leicestershire, depois que seus pais se separaram quando ela tinha dois anos. Sua mãe, Iris, era executiva da Thames Television e trabalhava no programa de talentos de Hughie Green, Opportunity Knocks.
Lynne entrou para o mundo do entretenimento aos 15 anos, abandonando os estudos para fazer sua estreia no cinema no filme de ficção científica de Cornel Wilde (1912 – 1989), “No Blade of Grass” (1970), seguido pela produção de terror da Hammer, “Vampire Circus” (1971), “Nicholas and Alexandra” (1971), ao lado de Laurence Olivier na história do último czar russo, e o filme infantil de fantasmas “The Amazing Mr Blunden” (1972).
Ela causou maior impacto como Catarina Howard em “Henrique VIII e suas Seis Esposas” (1972), baseado na popular série de televisão da BBC “As Seis Esposas de Henrique VIII”, com Keith Michell reprisando seu papel na telinha e Charlotte Rampling e Jane Asher interpretando outras “esposas”.
O filme também chamou a atenção de Peter Sellers, o grande comediante que primeiro se destacou no rádio com o programa The Goon Show e mais tarde ficou conhecido como o atrapalhado Inspetor Clouseau nos filmes da ‘Pantera Cor-de-Rosa’. Ele a cortejou e, depois que ela fez mais dois filmes, Schizo (1976) e Voyage of the Damned (1976), o casal se casou. Em 1979, eles apareceram juntos na tela em um remake desastroso de O Prisioneiro de Zenda, e ela pediu o divórcio pouco depois, embora o casal tenha se reconciliado antes da morte de Sellers.
Ela também trabalhou como produtora executiva em alguns dos filmes do ator e o ajudou a criar o personagem de Chancy, o jardineiro ingênuo, em “Um Estranho no Ninho” (1979), um dos melhores papéis de Sellers, ao qual ele trouxe grande emoção. Foi seu penúltimo filme e o último a ser lançado antes de sua morte. Lynne então se viu envolvido em uma disputa familiar, pois o filho e as duas filhas do ator, de seus dois primeiros casamentos com as atrizes Anne Howe e Britt Ekland, não receberam quase nada de sua herança de 4 milhões de libras.
Em 1984, Lynne ganhou mais de um milhão de dólares em indenização contra o diretor Blake Edwards e a produtora United Artists pelo lançamento de “A Trilha da Pantera Cor-de-Rosa” (1982), que misturou cenas antigas de Sellers com trechos filmados recentemente. Ela alegou que isso era uma afronta à memória do ator e que foi feito sem sua permissão. Apesar de mais dois casamentos, Lynne nunca encontrou um marido à altura do ator que, segundo ela, “consumiu cada minuto da minha vida”.
Mais tarde, ela se casou com o entrevistador britânico David Frost (1939 – 2013), de quem se divorciou em 1982, após 17 meses, e com um cirurgião de Los Angeles, de quem também se divorciou.
Lynne; casou-se em 1977 com Peter Sellers (falecido em 1980), em 1981 com David Frost (casamento dissolvido em 1982) e em 1983 com Barry Unger (uma filha; casamento dissolvido em 1991); faleceu em Beverly Hills, Califórnia, em 27 de abril de 1994.
Lynne Frederick foi encontrada morta em sua cama na quarta-feira 27 de abril de 1994, em sua casa na zona oeste de Los Angeles. Ela tinha 39 anos.
Não havia indícios de crime ou suicídio, disse Scott Carrier, porta-voz do Instituto Médico Legal do Condado de Los Angeles. Mais exames seriam realizados, já que a autópsia não conseguiu determinar a causa da morte, acrescentou.
O advogado da Sra. Frederick não tinha conhecimento de nenhum problema de saúde grave, informou um porta-voz.
(Direitos autorais reservados: https://www.nytimes.com/1994/05/02/archives — New York Times/ ARQUIVOS/ por Reuters — 2 de maio de 1994)
(Direitos autorais reservados: https://www.independent.co.uk/news/people — The Independent/ NOTÍCIAS/ PESSOAS/ por Anthony Hayward – 3 de maio de 1994)

