Mary Howard de Liagre, atriz e esposa do produtor e diretor da Broadway Alfred de Liagre
Entre os papéis desempenhados estão em ‘Abe Lincoln’ e ‘Swamp Water’.
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Mary Howard de Liagre (nasceu em 18 de maio de 1913 em Independence, Kansas – faleceu em 6 de junho de 2009 em Manhattan), a atriz que interpretou uma série de papéis principais durante as décadas de 1930 e início de 1940, antes de abandonar a carreira para se casar com o produtor e diretor da Broadway Alfred de Liagre; mais tarde, tornou-se uma das filantropas mais ativas de Nova York, doando dezenas de milhares de dólares para causas beneficentes.
Ela se apresentou com suas irmãs gêmeas no Ziegfeld Follies e participou da revista da Broadway “Life Begins at 8:40” com Bert Lahr.
Ela nasceu Mary Rogers em 18 de maio de 1913 em Independence, Kansas. Aos 17 anos, juntou-se às Ziegfeld Follies, onde se apresentou com suas irmãs gêmeas, antes de conseguir um papel de destaque na revista da Broadway “Life Begins at 8.40” com Bert Lahr, no Winter Garden Theatre.
De Nova York, ela se mudou para Hollywood, onde conheceu o magnata da MGM, Louis B. Mayer. Após uma série de testes para o cinema, o primeiro contracenando com o jovem galã Arthur Gardner, Mary Rogers assinou um contrato como atriz coadjuvante no mesmo dia que a modelo e atriz Helen Bennett.
Ela então rumou para Hollywood, onde Louis B. Mayer a contratou para trabalhar na MGM. Seus papéis em filmes incluem “Abe Lincoln em Illinois”, ao lado de Raymond Massey; “Billy the Kid”, com Robert Taylor; “Swamp Water”, ao lado de Walter Huston, dirigido por Jean Renoir; “Os Amores de Edgar Allan Poe”; “Cavaleiros da Sálvia Púrpura”, ao lado de George Montgomery; e “O Homem Selvagem de Bornéu”, com Dan Dailey.
Ela fez sua estreia no cinema como Diana Griffith no musical My Weakness (1933), seguida por uma série de pequenos papéis, incluindo School For Girls (1934) com Toby Wing e Lona Andre, e o drama Panic on the Air (1936). Em seguida, aplicou sua experiência em coros da Broadway nos musicais Ziegfeld Girl (1936) e Bars and Stripes (1937), com Veola Vonn.
Em 1937, ela mudou seu nome de Mary Rogers para Mary Howard e conseguiu o papel principal feminino ao lado de Edwin Maxwell no filme vencedor do Oscar, Torture Money (1937), recebendo críticas elogiosas por sua atuação ao lado da dupla de comediantes Ole Olsen e Chic Johnson em All Over Town (1937).
Outros filmes em que ela atuou incluem Fast Company, com Melvyn Douglas, e Love Finds Andy Hardy (ambos de 1938). Ela protagonizou Men on Tap (1939) e contracenou com Frank Morgan em The Wild Man in Borneo (1941). Mary Howard interpretou Ann Rutledge em Abe Lincoln in Illinois (1940), apareceu com George Montgomery em Riders of the Purple Range e teve o papel principal feminino ao lado de Robert Taylor em Billy the Kid (ambos de 1941).
No ano seguinte, pouco depois do lançamento do filme “A História de Edgar Allan Poe”, no qual interpretou a mãe adotiva do personagem principal, ela deixou Hollywood. Noiva do produtor Alfred de Liagre Jr., que a havia lançado na Broadway mais de uma década antes, Mary Howard se mudou para Nova York.
Com seu chapéu fedora despojado e comportamento cortês, de Liagre era uma figura familiar na Broadway. Quando jovem ator, chegou a dividir o camarim, em noites alternadas, com Katharine Hepburn, que o apelidou de “o último dos grandes cavalheiros produtores”. Mary Howard casou-se com ele em 1945.
Após se aposentar do mundo do entretenimento para criar seus filhos, Mary Howard de Liagre tornou-se membro fundadora da Recording for the Blind (Gravação para Cegos), gravando algumas de suas histórias favoritas em fitas cassete.
Ela também fez parte do conselho da Academia Americana de Arte Dramática e da Fundação Princesa Grace.
Ela também atuou em “The Great Ziegfeld”, bem como em “Four Girls in White”, “Nurse Edith Cavell”, “Marie Antoinette” e “Fast Company”.
Durante a Segunda Guerra Mundial, ela visitou acampamentos militares, ajudou a organizar a USO em Los Angeles e percorreu hospitais e acampamentos nos Estados Unidos para militares que retornavam da guerra.
O casal viajou bastante e se estabeleceu por um tempo na Europa. Em 1948, quando de Liagre voltou a dirigir com A Louca de Chaillot , foi condecorado com a Legião de Honra francesa. Ele faleceu em 1987.
Em 1945, ela se mudou para Nova York e casou-se com Alfred de Liagre Jr., um produtor de destaque que faleceu em 1987.
Como viúva, Mary Howard continuou suas atividades filantrópicas, realizando um evento beneficente anual em memória de sua irmã, Meredith Howard Harless. Ela também foi uma defensora ativa do New York Blood Center e de várias instituições de caridade voltadas para a luta contra a AIDS e o HIV.
Após se aposentar do mundo do entretenimento para criar seus filhos, ela se tornou membro fundadora da Recording for the Blind (Gravação para Cegos) e atuou no conselho da American Academy of Dramatic Art (Academia Americana de Arte Dramática) e da Princess Grace Foundation (Fundação Princesa Grace).
Em 2002, sua biografia autorizada foi publicada pela autora e jornalista Laurie Trotta, e em 2007 Mary Howard recebeu um prêmio por sua trajetória profissional do Conselho Nacional de Cinema, Teatro e Televisão do Arizona.
Mary Howard faleceu em 6 de junho em Manhattan, aos 96 anos.
Mary deixa um filho e uma filha.
(Direitos autorais reservados: https://variety.com/2009/film/news — Variety/ FILME/ NOTÍCIAS/ Por Equipe da Variety — 8 de junho de 2009)
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