George Moore, ex-banqueiro que liderou a Metropolitan Opera
George S. Moore (nasceu em 1º de abril de 1905, em Hannibal, Missouri – faleceu em 21 de abril de 2000 em Sotógrado, Espanha), banqueiro que liderou a expansão internacional do que viria a ser o Citibank e conduziu o Metropolitan Opera através de tempos financeiros turbulentos.
O Sr. Moore, que eventualmente ascendeu ao cargo de presidente do First National City Bank de Nova York (agora conhecido como Citibank), nasceu em 1º de abril de 1905, em Hannibal, Missouri, em uma família de recursos modestos. Seu pai era inspetor de sinistros da Burlington & Quincy Railroad.
Desde cedo, ele se destacou como um jovem enérgico. Durante os verões em St. Louis, onde cresceu, o Sr. Moore ganhava um dinheiro extra vendendo mel e entregando encomendas para uma delicatessen.
Mais tarde, ele ajudou a custear seus estudos em Yale reservando viagens pela Europa e ingressos para espetáculos da Broadway para seus colegas.
Após ingressar na Farmers’ Loan and Trust Company em 1927, que posteriormente se fundiu com a First National City, o Sr. Moore ascendeu rapidamente a posições de poder.
Colegas o descreveram como um vendedor determinado que considerava um desperdício dormir mais de cinco horas por noite.
Mais tarde, como chefe da divisão internacional do First National City, ele estabeleceu novas filiais em países da Europa e da América Latina. As filiais latino-americanas, embora bem-sucedidas durante sua gestão, posteriormente causaram dores de cabeça ao banco com o colapso das economias da região.
Mas o legado do qual o Sr. Moore mais se orgulhava, segundo seu filho, George Moore, de New Canaan, Connecticut, era a transformação do nível de qualificação dos funcionários da instituição.
O filho do inspetor de sinistros tinha certo orgulho de ser um sujeito durão que podia demitir subordinados incompetentes.
“Ele era fanático por encontrar os melhores talentos e por catalogar pessoas com alto QI”, disse Phillip L. Zweig, que entrevistou o Sr. Moore longamente para um livro sobre Walter B. Wriston (1919 – 2005), o sucessor escolhido a dedo pelo Sr. Moore no Citibank. “Mas ele era um gênio e não tolerava tolos.”
O Sr. Moore tornou-se presidente da Metropolitan Opera Association em 1967. Era um período financeiramente conturbado na história da ópera, já que a recente mudança para sua sede no Lincoln Center havia esvaziado os cofres.
O Sr. Moore estava determinado a administrar a ópera como uma empresa e insistia que as operações criativas se adequassem aos orçamentos. Durante sua gestão, a ópera aumentou o preço dos ingressos diversas vezes e adiou a abertura da temporada para reduzir custos. Em 1973, o Met chegou a cancelar uma produção programada de “Don Giovanni”, bem como concertos gratuitos de verão que seriam realizados no Central Park.
O Sr. Moore aposentou-se do First National City em 1970, mas continuou a trabalhar longas e enérgicas jornadas até quase os 90 anos de idade.
Ele também mantinha uma agenda social e filantrópica bastante ativa. Em sua autobiografia “The Banker’s Life” (WW Norton & Company, 1986), ele incluiu entre seus amigos o senador Jacob K. Javits, a cantora de ópera Maria Callas e o herdeiro da fortuna automobilística Henry Ford II.
George S. Moore morreu em 21 de abril de 2000 em sua casa em Sotógrado, Espanha. Ele tinha 95 anos.
Além do filho do primeiro casamento, o Sr. Moore deixa a segunda esposa, Charon C. Moore; os três filhos do casal, as filhas Christina Sendagorta e Maria Pia e o filho Steven C. Moore, todos de Madrid; cinco netos; e um bisneto.
(Direitos autorais reservados: https://www.nytimes.com/2000/04/22/business – New York Times / NEGÓCIOS/ Por Leslie Kaufman – 22 de abril de 2000)
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