Michael Tilson Thomas, maestro e compositor premiado.
O renomado artista, recebeu 39 indicações ao Grammy, vencendo 12.
Michael Tilson Thomas (nasceu em Los Angeles em 21 de dezembro de 1944 — faleceu em 22 de abril de 2026), foi um dos principais maestros americanos por meio século, que dirigiu orquestras em Buffalo, Miami, Londres e São Francisco, além de compor.
“A música clássica deve ter vários elementos intrigantes, sedutores e instigantes que você percebe logo na primeira audição”, disse ele em uma entrevista à Associated Press em 2004. “Mas, por sua própria natureza, ela guarda muitos outros segredos e perspectivas, que só começamos a perceber que estão ali depois de ouvi-la repetidas vezes.”
Tilson Thomas nasceu em Los Angeles em 21 de dezembro de 1944, em uma família profundamente ligada às artes. Seu pai, Ted, foi produtor da Mercury Theatre Company em Nova York e, posteriormente, trabalhou em Los Angeles na indústria cinematográfica e televisiva. Sua mãe, Roberta, chefiava a área de pesquisa da Columbia Pictures. Seus avós, Bessie e Boris Thomashefsky (1868 – 1939), foram pioneiros do teatro iídiche americano.
Ele tocava piano desde jovem e frequentou a Universidade do Sul da Califórnia. Quando se formou, em 1967, já havia trabalhado com Pierre Boulez, Aaron Copland, Igor Stravinsky e Karlheinz Stockhausen.
“Não uso a palavra gênio levianamente, mas a uso com frequência para descrever Michael. Ele me lembra de mim mesmo naquela idade, só que ele sabe mais do que eu sabia”, disse o maestro Leonard Bernstein à revista do New York Times em um perfil de 1971. “Não apenas música, mas também coisas como o funcionamento do cérebro, neurologia, física, bioquímica.”
Tilson Thomas foi codiretor musical e, posteriormente, diretor musical do Festival de Ojai, na Califórnia, no final da década de 1960 e início da década de 1970. Foi assistente no Festival de Bayreuth, na Alemanha, em 1966, ganhou o prêmio Koussevitzky no Tanglewood Music Center em 1968 e tornou-se maestro assistente da Orquestra Sinfônica de Boston em 1969.
Tilson Thomas fez sua estreia em Nova York no Philharmonic Hall do Lincoln Center em 22 de outubro de 1969, substituindo William Steinberg (1899 – 1978), que estava doente, durante um concerto. Tilson Thomas regeu o Concerto para Violino, Violoncelo e Orquestra de Robert Starer (1924 — 2001) e Till Eulenspiegel de Strauss.
“Um jovem alto e magro, ele entrou no palco com um ar de imensa confiança e autoridade, e mostrou que sua confiança não era infundada”, escreveu o crítico Harold C. Schonberg no Times. “Ele se adapta naturalmente a essa música, como se poderia esperar de um graduado de Tanglewood e aluno de Pierre Boulez.”
Tilson Thomas tornou-se o principal maestro convidado da Orquestra Sinfônica de Boston de 1972 a 1974, foi diretor musical da Orquestra Filarmônica de Buffalo de 1971 a 1979 e principal maestro convidado da Orquestra Filarmônica de Los Angeles de 1981 a 1985.
Ele ajudou a fundar a New World Symphony de Miami em 1987 e atuou como diretor artístico até 2021. Foi maestro principal da Orquestra Sinfônica de Londres de 1988 a 1995 e diretor musical da Orquestra Sinfônica de São Francisco de 1995 a 2020.
As composições de Tilson Thomas incluem Grace (1988), Four Preludes on Playthings of the Wind (2015-16) e Meditations on Rilke (2019).
Seu marido, Joshua Robison, faleceu em 22 de fevereiro enquanto se recuperava de uma queda sofrida em agosto do ano anterior. Eles se conheceram enquanto tocavam na orquestra da escola secundária North Hollywood (posteriormente renomeada Walter Reed Middle School), tornaram-se parceiros em 1976 e se casaram em 2014.
Ao anunciar que seu último show aconteceria em São Francisco no dia 26 de abril de 2025, em uma comemoração tardia de seu 80º aniversário, Thomas divulgou um comunicado reconhecendo sua mortalidade.
“Nesse momento, todos nós podemos usar a velha expressão do show business: ‘É um encerramento’”, disse ele. “Uma coda é um elemento musical no final de uma composição que conclui a obra. Uma coda pode variar muito em duração. A coda da minha vida é generosa e rica.”
Michael Thomas faleceu na quarta-feira 22 de abril de 2026. Ele tinha 81 anos.
Tilson Thomas foi submetido a uma cirurgia para remover um tumor cerebral em 2021 e retomou sua carreira, mas anunciou em fevereiro de 2025 que o tumor havia retornado. Ele regeu seu último concerto com a Orquestra Sinfônica de São Francisco em abril de 2025 e faleceu em sua casa em São Francisco, informou sua porta-voz, Connie Shuman.
(Direitos autorais reservados: https://www.theguardian.com/music/2026/apr/23 – The Guardian/ CULTURA/ MÚSICA CLÁSSICA/ por Associated Press – 23 Abr 2026)
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