John Toland, foi autor de livros de história de grande sucesso.
John Willard Toland (nasceu em 29 de junho de 1912, em La Crosse, Wisconsin — faleceu em 4 de janeiro de 2004, em Connecticut), foi historiador de grande sucesso cujo livro “O Sol Nascente: O Declínio e a Queda do Império Japonês, 1936-1945” ganhou o Prêmio Pulitzer de não ficção em 1971.
Em sua resenha de “The Rising Sun” (Random House) para o The New York Times, Walter Clemons descreveu-o como “uma história grandiosa, envolvente e, por fim, muito comovente da guerra do Pacífico, contada principalmente do ponto de vista japonês”.
Na pesquisa para seus livros, o Sr. Toland geralmente buscava realizar o máximo de entrevistas possível, às vezes centenas. Para “Sol Nascente”, seus entrevistados variaram de generais e almirantes japoneses a donas de casa que sobreviveram ao ataque nuclear a Hiroshima. Essa técnica lhe serviu bem em talvez a mais popular de suas obras históricas, “Adolf Hitler” (Doubleday, 1976), um retrato anedótico que vários críticos consideraram a biografia mais abrangente de Hitler até então.
Com o livro “Infamy: Pearl Harbor and Its Aftermath” (Doubleday, 1982), Toland entrou em um longo debate histórico sobre a culpabilidade do governo Roosevelt no início da Guerra do Pacífico.
Em uma mudança em relação às suas conclusões em “The Rising Sun”, Toland afirmou ter encontrado evidências que o levavam a concluir que Roosevelt sabia de antemão do iminente ataque japonês, mas não informou o comando naval no Pacífico na esperança de tirar os Estados Unidos de seu isolacionismo.
Essa visão o colocou em desacordo com uma série de investigações federais oficiais e historiadores que afirmavam que Roosevelt pode ter cometido erros de julgamento, mas que não tinha conhecimento prévio do ataque nem o incentivou.
John Willard Toland nasceu em 29 de junho de 1912, em La Crosse, Wisconsin. Estudou na Phillips Exeter Academy e no Williams College, onde se formou em 1936, e decidiu se tornar dramaturgo, frequentando a Escola de Drama da Universidade de Yale entre 1936 e 1937.
De 1942 a 1949, serviu como capitão no Serviço Especial da Força Aérea do Exército, estacionado nos Estados Unidos. Durante a guerra, casou-se com Dorothy Peaslack, uma dançarina. Tiveram duas filhas: Diana Netzer, de Basalt, Colorado, e Marcia Toland, que vive em Omã. O casamento terminou em divórcio.
Em 1960, enquanto fazia pesquisas no Japão, casou-se com Toshiko Matsumura.
Em meados da década de 1950, ele já havia escrito muitas peças de teatro, romances e contos, mas permanecia inédito. Encorajado por um amigo, voltou-se para a não ficção e começou a vender artigos para revistas. Seu agente conseguiu um contrato para ele escrever um livro sobre dirigíveis, “Ships in the Sky” (1957), e ele seguiu com uma dúzia de livros para adultos e jovens, especializando-se na Segunda Guerra Mundial. Um livro de memórias, “Captured by History”, foi publicado em 1997.
John Toland morreu no domingo 4 de janeiro de 2004 no Hospital Danbury, em Connecticut. Ele tinha 91 anos e morava em Danbury.
A causa foi pneumonia, disse sua filha, Tamiko Toland.
Toshiko e a filha do casal, Tamiko, de Ithaca, Nova Iorque, também lhe sobreviveram, assim como três netos.
(Direitos autorais reservados: https://www.nytimes.com/2004/01/07/arts — New York Times/ ARTES/ Por Christopher Lehmann-Haupt — 7 de janeiro de 2004)
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