Pela 1ª vez, a Escola Preparatória de Cadetes do Ar tem uma graduada selecionada para missão no exterior e uma aluna líder do Corpo de Alunos
(Imagem: Sargento Domingos / Divulgação: EPCAR)
Em função do Dia Internacional da Mulher, celebrado ontem, domingo (08/03), a Escola Preparatória de Cadetes do Ar (EPCAR), sediada em Barbacena (MG), publicou um conteúdo em que destaca que a presença das mulheres é cada vez maior ao longo dos anos, abrindo espaço para novos feitos. Como exemplos disso, pela primeira vez, a Nascente do Poder Aéreo (como é conhecida a EPCAR) tem uma graduada selecionada para uma missão no exterior e uma aluna líder do Corpo de Alunos.
Esses novos marcos de dedicação e liderança feminina reforçam a competência das mulheres nas mais diversas áreas da Nascente do Poder Aéreo. Com coragem e profissionalismo, elas contribuem para a missão da EPCAR de preparar os futuros Cadetes do Ar, além de inspirar as próximas gerações de mulheres militares.
Suboficial da EPCAR é destaque
O ano era 2002, e Valeska Sebastiana Alvarenga se tornava, oficialmente, militar da Força Aérea Brasileira (FAB) após muitos desafios na Escola de Especialistas de Aeronáutica (EEAR). Quase três anos depois, voltava para sua cidade natal e, coincidentemente, para a Organização Militar onde nasceu: a EPCAR.
“Eu nasci no Hospital da EPCAR, meu pai serviu muitos anos aqui e foi técnico da equipe de triatlo. Eu frequentava a EPCAR até nas férias e gostava muito, mas eu digo que foi uma feliz surpresa entrar na FAB. Hoje em dia, quando eu olho para trás, não me vejo em outra profissão, sou muito realizada”, conta a Suboficial Especialista em Administração.
A outra grande surpresa da trajetória militar de Valeska foi a recente designação para servir em Londres, fazendo com que ela se tornasse a primeira Graduada da EPCAR escolhida para uma missão no exterior.
“Eu confesso que eu nunca trabalhei pensando nessa possibilidade de cumprir uma missão no exterior, eu estava muito feliz apenas de estar na lista dos pré-selecionados. Quando eu vi meu nome na Portaria, senti que foi uma virada na minha vida e um marco de tantos anos como militar”, explica.
O militarismo reforçou conceitos aprendidos em casa pela Suboficial, mas, principalmente, a empatia com os demais. São valores que ela transmite às suas filhas.
“Eu vejo que ser militar exige de nós pensar mais nos outros, e isso ocorre em todas as missões, por mais simples que pareçam. Eu tive durante muito tempo serviços com os alunos, na época eu ainda não era mãe e recebia muitas mães agradecendo. A responsabilidade que nós temos com tantas vidas novas aqui na Escola é um incentivo grande. Ver o efetivo feminino aumentando também é uma satisfação, porque eu acredito que a mulher tem um olhar diferenciado”, pontua.
A primeira líder do Corpo de Alunos
A aluna Maria Luiza Paiva da Silveira, da Turma Xavante, é a primeira mulher a alcançar a liderança do Corpo de Alunos, em toda a história da EPCAR. Ao final de 2025, ela foi classificada como a primeira colocada na apuração final do segundo ano, assumindo desde então todas as responsabilidades inerentes a essa distinção. Ela atua junto ao Conselho de Honra, assessora a Seção de Doutrina e orienta os demais alunos em todas as situações, dentre outras funções.
Filha de militar do Exército Brasileiro, Maria Luiza também será a primeira mulher da família a seguir a carreira militar.
“A Aeronáutica sempre foi referência de um futuro honrado e digno dentro da minha casa. Com meu pai militar, aprendi desde cedo que, nessa carreira, abdicamos de muitos momentos particulares em prol do nosso país. Tenho como grande inspiração a minha mãe, que me ensinou a dar o máximo de mim em tudo. Levo esses valores para o sonho de me tornar piloto, buscando evoluir constantemente e honrar a missão que escolhi”, conta.
Carregar na farda o distintivo de Líder do Corpo de Alunos foi um mérito que exigiu muita persistência e foco nos estudos. Agora, essa conquista também representa o desafio dela de inspirar as novas alunas da Nascente do Poder Aéreo.
“Considero essa liderança um mérito pessoal e um degrau de grande importância. Desde que haja oportunidade de estudos, determinação e uma base familiar forte, ser mulher se torna uma motivação ainda maior”, completa.
Informações da EPCAR
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