Carlos Antonio Rocca, economista, coordenador do Cempe-Fipe e ex-consultor do Banco Mundial
Rocca construiu carreira na pesquisa econômica, na formulação de políticas públicas e na análise do mercado de capitais
Com vasta produção acadêmica pela USP, Rocca fundou consultorias de risco e atuou como conselheiro na Petrobras
Carlos Antonio Rocca , economista que atuou como secretário estadual da Fazenda em São Paulo, foi coordenador do Centro de Estudos de Mercado de Capitais da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Cemec-Fipe).
Doutor em Economia pela Universidade de São Paulo (USP), o economista atuou como secretário estadual da Fazenda em São Paulo e também dirigiu a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).
Com sólida formação acadêmica, doutor em Economia pela Universidade de São Paulo (USP), Rocca teve trajetória marcada pela dedicação ao serviço público, à pesquisa econômica e ao fortalecimento das políticas fiscais e financeiras. Esteve à frente da Sefaz-SP no período de 1971 a 1975.
Ele foi uma figura central na formulação de políticas financeiras no país e deixou um legado que transita entre a academia de elite, a gestão pública e a consultoria estratégica para grandes corporações.
Ao longo de sua carreira, contribuiu de forma relevante para o debate econômico nacional e para o aprimoramento da gestão pública, além de atuar na formação de gerações de profissionais da área.
Rocca também foi membro do Conselho de Economia da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e trabalhou como consultor do Banco Mundial.
Com doutorado em Economia pela FEA/USP e pós-graduação em estatística avançada pela Poli/USP, Rocca foi secretário estadual da Fazenda em São Paulo, integrou o Conselho Monetário Nacional (CMN) e dirigiu a Fipe.
Ao longo da carreira, o economista fundou e geriu duas consultorias: a Rocca, Prandini e Rabbat Financial Services – Risk Office, voltada para gestão financeira, carteiras de investimento e risco de mercado, e a REP&A Consulting, de monitoramento de desempenho na alta administração de companhias.
Ele atuou ainda como membro do conselho de administração de companhias no país, a exemplo do BNDES, além de ter integrado o comitê financeiro da Petrobras. Rocca participou também do Conselho de Economia da Fiesp e foi consultor do Banco Mundial.
Legado acadêmico
Doutor em Economia pela FEA-USP, o profissional consolidou a reputação técnica ao ocupar cargos de alta relevância, como a secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo e a diretoria da Fipe. Sua atuação no Conselho Monetário Nacional (CMN) e como consultor do Banco Mundial o posicionou como uma das vozes mais respeitadas na análise de riscos e desempenho econômico.
Rocca foi um entusiasta do desenvolvimento do mercado de capitais como motor para o crescimento nacional. No setor privado, fundou consultorias de renome, como a Risk Office, focada em gestão de risco de mercado e carteiras de investimento.
A expertise técnica o levou aos conselhos de administração de gigantes brasileiras, incluindo o BNDES e a Petrobras, onde integrou o comitê financeiro. A trajetória de Rocca foi marcada por um rigor estatístico apurado, fruto de sua pós-graduação na Poli-USP, que aplicava no monitoramento da alta administração de companhias através da REP&A Consulting.
Geração de novos economistas
A contribuição de Carlos Antonio Rocca para a economia brasileira vai além dos cargos executivos. Como mentor e professor, ele ajudou a moldar gerações de economistas na Universidade de São Paulo. Seus estudos no Cemec serviram como base para discussões sobre a eficiência do mercado financeiro e o custo de capital no Brasil, influenciando diretamente reguladores e investidores institucionais ao longo das últimas décadas.
O economista também manteve uma presença ativa em entidades de classe, ocupando cadeira no Conselho de Economia da Fiesp reuniu grandes nomes da cúpula financeira brasileira. Para interlocutores do setor, ele era visto como um mestre na arte de traduzir cenários macroeconômicos complexos em estratégias práticas de gestão de risco.
Rocca morreu no domingo, aos 85 anos. Rocca lutava contra um câncer, segundo informações confirmadas por familiares.
Ele deixa a mulher e cinco filhos. O velório foi realizado no domingo, em São Paulo, no Funeral Hoje, segundo informações prestadas pela família ao Valor.
A Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo (Sefaz-SP) manifesta profundo pesar pelo falecimento de Carlos Antonio Rocca.
(Direitos autorais reservados: https://valor.globo.com/financas/noticia/2026/02/08 – FINANÇAS/ NOTÍCIA/ Por Cyro F Andrade, para o Valor — São Paulo 08/02/2026)
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