Homer Bigart, repórter aclamado, vencedor do Prêmio Pulitzer
Homer Bigart (nasceu em 25 de outubro de 1907, em Hawley, Pensilvânia – faleceu em 16 de abril de 1991, em Portsmouth, Nova Hampshire), foi um dos repórteres mais renomados do jornalismo americano, cujas reportagens de três guerras o consagraram como uma lenda do jornalismo.
Bigart, foi vencedor do Prêmio Pulitzer por suas reportagens sobre a Segunda Guerra Mundial e um dos primeiros correspondentes a concluir — com base em sua experiência cobrindo o conflito coreano — que a Guerra do Vietnã foi um erro.
Ao longo de seus 43 anos de carreira, suas reportagens incluíram o movimento pelos direitos civis, o julgamento do criminoso de guerra nazista Adolf Eichmann em Israel em 1961, a guerra civil grega, a fome e as transformações nas áreas urbanas e rurais dos Estados Unidos.
Bigart, que escreveu para o The New York Herald Tribune e o The New York Times, numa profissão cujo produto final tende a ser efêmero e esquecível, na qual os escritores brincam nervosamente dizendo que são tão bons quanto sua última história, se destacou como um modelo duradouro.
Ao longo de uma carreira de quase quatro décadas colecionando prêmios, ele sempre pareceu estar no auge de sua forma, para grande desgosto de seus concorrentes.
Bigart ganhou seu primeiro Prêmio Pulitzer em 1945 por sua cobertura dos combates no Teatro de Operações do Pacífico durante a Segunda Guerra Mundial e outro em 1951 por suas reportagens da Coreia.
Ele disse que se opôs à Guerra do Vietnã por causa do que viu na Coreia.
“Nunca pensei que seríamos estúpidos o suficiente para enviar tropas terrestres para lá, depois da experiência na Coreia”, disse ele em entrevista ao jornal Union Leader de Manchester, publicada em 8 de agosto de 1989.
Quando questionado sobre sua escolha de carreira naquela mesma entrevista, Bigart disse que não poderia ter sido outra coisa senão correspondente de guerra, apesar do perigo.
“Lembro-me da vida como correspondente de guerra como sendo ou terrivelmente emocionante ou dolorosamente entediante”, disse ele. “Nunca havia um meio-termo, e não quero reviver um minuto sequer disso.”
Bigart era natural de Hawley, Pensilvânia, mudou-se para Barrington, New Hampshire, em 1972 e recentemente se estabeleceu em Nottingham.
Homer Bigart faleceu em 16 de abril na casa de repouso no Edgewood Center em Portsmouth, New Hampshire, onde estava internado há dois meses.
Ele tinha 83 anos e morava em West Nottingham, New Hampshire. Ele lutava contra um câncer.
(Direitos autorais reservados: https://www.upi.com/Archives/1991/04/17 – United Press International/ ARQUIVOS/ por Arquivos da UPI – NOTTINGHAM, NH – 17 de abril de 1991)
(Direitos autorais reservados: https://www.nytimes.com/1991/04/17/archives – New York Times/ ARQUIVOS/

