Virologista Amilcar Tanuri era professor e pesquisador na instituição da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Ele foi o primeiro servidor da UFRJ a ser vacinado contra a covid-19.
Amilcar Tanuri (nasceu no Rio de Janeiro, em 4 de setembro de 1958 – faleceu em 26 de setembro de 2025 no Hospital Barra D’Or, na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro), foi virologista pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), instituição na qual ele era professor e pesquisador.
O médico, formado pela UFRJ, tinha renome internacional e deixa um legado de pioneirismo científico na universidade. Professor titular do Departamento de Genética do Instituto de Biologia (IB) da UFRJ desde 2011, dedicou a vida à virologia, tornando-se referência em estudos sobre o HIV e arboviroses.
Amilcar era virologista, professor titular da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), pesquisador associado da Universidade Columbia (EUA) e coordenador das Ciências Biológicas da Fundação de Amparo à Pesquisa do Rio de Janeiro Carlos Chagas Filho (Faperj).
Ele se formou em Medicina em 1982, complementando sua formação com o mestrado em Biofísica e o doutorado em Genética, na mesma instituição. Fez especialização em Genética Molecular pela Universidade de Sussex, na Inglaterra, e pós-doutorado, de 1996 a 1998, pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), em Atlanta, nos Estados Unidos.
O professor chegou a ser consultor da Organização Mundial de Saúde (OMS) na rede de pesquisa sobre a resistência do HIV aos medicamentos. Ele foi o primeiro servidor da UFRJ a ser vacinado contra a covid-19, depois de liderar pesquisas em diagnóstico molecular e vigilância genômica e sendo uma das vozes mais ativas na produção e divulgação de conhecimento sobre o tema.
Comendador da Ordem Nacional do Mérito Científico e membro titular da Academia Brasileira de Ciências, Tanuri chefiava o Laboratório de Virologia Molecular do Instituto de Biologia da UFRJ.
Desde 2000, era consultor da Organização Mundial da Saúde para a rede de pesquisa sobre a resistência do HIV aos medicamentos (HIV ResNet). Tinha experiência na área de genética, com ênfase em genética molecular e de microorganismos, atuando principalmente nos temas: HIV-1, diversidade genética e subtipos de HIV, resistência do vírus às drogas, além de também pesquisar sobre o vírus da zika e a microcefalia.
História
Nascido em 1958, no Rio de Janeiro, Amílcar Tanuri ingressou no curso de medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro em 1977, seguindo no mestrado e doutorado na mesma instituição. Em 1990, defendeu o doutorado, sob a orientação do Acadêmico Darcy Fontoura de Almeida (1930 – 2014). Fez especialização em genética molecular pela Universidade de Sussex, na Inglaterra, e pós-doutorado, de 1996 a 1998, pelo Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), em Atlanta, nos Estados Unidos.
Primeiro servidor da UFRJ a ser vacinado contra a covid-19, Amilcar tentava elucidar a resposta imune de pacientes brasileiros à infecção pelo novo coronavírus. Ele e sua equipe procuram tornar o processo de imunização mais seguro e duradouro através de técnicas de edição ultraprecisa do DNA, editando o código genético da covid-19 para torná-lo menos virulento e responsivo aos antivirais.
O virologista morreu na sexta-feira (26) aos 67 anos no Hospital Barra D’Or, na Zona Sudoeste do Rio, por complicações no coração devido à diálise. A informação foi confirmada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), instituição na qual ele era professor e pesquisador.
“Para amigos, colegas e alunos, o professor era sinônimo de humildade e simplicidade, uma pessoa que dedicou sua vida à produção de conhecimento voltado à melhora da saúde pública no Brasil, dedicando-se a levar para o SUS a tecnologia de ponta criada na Universidade”, afirma a UFRJ.
“Mais do que um excelente professor da teoria, foi exemplo prático do porquê faz-se ciência no Brasil e reafirmou o papel da universidade frente à sociedade: produzir conhecimentos que resultem em mudanças positivas para a nossa população. Amilcar sonhou, concretizou e ensinou aqueles que conviveram com ele a sonharem juntos – o sonho de fazer melhor e de fazer mais pelo povo e pela ciência do nosso país”, continua a instituição.
Ele era casado com Andrea Tavares e tinha dois filhos, Luiza e João. O corpo dele será velado neste sábado (27) no Atrio do Palácio Universitário, no campus da Praia Vermelha, de 10h às 14h. O enterro será logo em seguida, no cemitério São João Batista.
A Fiocruz emitiu uma nota de pesar lamentando a morte do virologista e destacando a parceria dele com a instituição de pesquisa.
“A longa história de parceria e colaborações de Amílcar com Bio-Manguinhos começou na década de 1980, com os ensaios de HIV, que prosseguiram na década de 1990, e foi fortalecida a partir dos anos 2000, quando o Ministério da Saúde pediu o desenvolvimento do kit NAT-brasileiro, visando ampliar a segurança transfusional no país”, destaca.
“Primeiro servidor da UFRJ a ser vacinado contra a Covid-19, Amilcar tentava elucidar a resposta imune de pacientes brasileiros à infecção pelo novo coronavírus. Ele e sua equipe procuram tornar o processo de imunização mais seguro e duradouro por meio de técnicas de edição ultraprecisa do DNA, editando o código genético da Covid-19 para torná-lo menos virulento e responsivo aos antivirais”, continua.
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(Direitos autorais reservados: https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2025/09/26 – Globo Notícias/ NOTÍCIA/ Por g1 Rio – 26/09/2025)

