É o primeiro brasileiro em festival mundial de trombonistas

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Criador do “jazz proibidão” é o 1º brasileiro em festival mundial de trombonistas

Josiel Konrad, de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, se apresenta entre os maiores trombonistas do mundo, no Canadá

Josiel Konrad com o vinil Boca de Trombone. Jazz proibidão é mais uma ponte entre ritmos negros, com a ousadia criativa das periferias. (Crédito da fotografia: Cortesia © Copyright All Rights Reserved/ Anderson Costa ®/ REPRODUÇÃO/ TODOS OS DIREITOS RESERVADOS)

 

Resumo
Artista representa o Brasil no International Trombone Festival, evento itinerante que reúne os grandes nomes do instrumento. A trajetória do músico carioca não segue os caminhos tradicionais do jazz.

Nascido e criado na Baixada Fluminense, Josiel Konrad sempre levou a inventividade das periferias para sua música, a ponto de criar o “jazz proibidão”, que funde os dois estilos. Agora, o artista representa o Brasil no International Trombone Festival (ITF), um dos maiores festivais de trombonistas do mundo, realizado em Ontário, no Canadá, até 19 de julho.

O ITF é um evento anual com artistas, professores, estudantes, profissionais, líderes da indústria e amadores. Eles se reúnem para celebrar e explorar as diversas facetas e estilos da execução, do ensino e da arte do trombone.

 

“Criei o jazz proibidão para ser, em muitos sentidos, o palco perfeito para essa sonoridade, onde as fronteiras entre a tradição e a rua se dissolvem”, explica Josiel cuja quebrada de nascença tem um nome internacional, Austin, capital do Texas, enquanto a brasileira fica em Nova Iguaçu, Baixada Fluminense.

A trajetória de Josiel não segue os caminhos tradicionais do jazz. Em vez de se restringir ao circuito restrito da música instrumental, ele fez do trombone um elemento vivo e indomável, pronto para dialogar com as batidas do funk, os graves do hip-hop e a cadência do soul.

Por que você precisa conhecer Josiel Konrad
A primeira faceta do som de Josiel Konrad surgiu com o gafieira jazz, que fazia uma ponte bem suingada entre os mundos dos dois gêneros, unindo Chico Buarque, John Coltrane, Cartola e Miles Davis.

No álbum Boca no Trombone, essa fusão atingiu um novo patamar. A faixa Boca Nº 0 – Funk Carioca é um exemplo que não sei se consigo explicar: trata-se de um encontro explosivo entre metais e tamborzão, onde o trombone assume o papel de um MC, improvisando sobre um beat que ressoa como um baile funk às avessas.

Aclamado pelo público, o álbum foi lançado em vinil, com vendas esgotadas, e resultou na criação do evento Jazz Proibidão, idealizado e organizado por Konrad, com diversos artistas. Na última edição, reuniu mais de 2 mil pessoas na Arena Samol, na Gamboa, na Zona Portuária do Rio de Janeiro.

(Direitos autorais reservados: https://www.terra.com.br/visao-do-corre – Visão do Corre/ ROLÊ DE QUEBRADA/ por Marcos Zibordi – 17 jul 2025)

Fonte: Visão do Corre

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