General reformado era candidato às eleições presidenciais no país.
Lino Oviedo, candidato a presidência do Paraguai pelo partido Unace e general reformado que viveu no Brasil no exílio.
Oviedo, era general reformado e fundador do União Nacional de Cidadãos Éticos (Unace).
Condenado a dez anos de prisão pela Justiça paraguaia por tentativa de golpe de Estado, em 1996, Lino Oviedo também foi acusado de ter mandado matar o vice-presidente, Luis María Argaña, em 1999, ano em que fugiu do Paraguai.
Oviedo viveu exilado na Argentina e depois ficou desaparecido. Em junho de 2000, o ex-general foi preso em Foz do Iguaçu a pedido do governo paraguaio.
O Paraguai pediu a extradição de Oviedo, mas em 2001, o Supremo Tribunal Federal brasileiro a negou por considerá-la política. A Constituição brasileira proíbe a extradição por razões políticas. Ele ficou quatro anos exilado no Brasil.
Em 2009, Oviedo tentou abrir um processo (negado pela Justiça) de indenização contra o Estado paraguaio por tê-lo acusado de promover uma tentativa de golpe. Oviedo reivindicava US$ 20 milhões.
Na época, seu advogado disse que, por causa do processo, Oviedo perdeu a oportunidade de chegar à presidência da república em 1998, quando teve de deixar sua candidatura para o seu companheiro de chapa, Raúl Cubas, que acabaria eleito.
Lino Oviedo era filho de Ernesto Oviedo, ex-combatente da guerra do Paraguai e Bolivia, de 1932 a 1935, e da revolução de 1947.
(Fonte: http://g1.globo.com/mundo/noticia/2013/02 – Do G1, em São Paulo – 3 de fevereiro de 2013)
Lino Oviedo, ex-militar e candidato
Lino Oviedo (Juan de Mena, Cordillera, 23 de setembro de 1943 – Chaco, Presidente Hayes, 2 de fevereiro de 2013), general reformado e candidato à presidência do Paraguai.
Oviedo foi acusado de participar de praticamente todas as tramas palacianas do Paraguai nas últimas três décadas, incluindo o golpe de 1989, que ceifou a ditadura Stroessner, a rebelião de 1996, contra o presidente Juan Carlos Wasmosy, e a sublevação de 2000, contra González Macchi. Mas a polêmica em torno do general extrapolavam a política.
Não é incomum escutar de políticos e empresários paraguaios detalhes sobre supostas atividades criminosas de Oviedo, incluindo narcotráfico, contrabando e lavagem de dinheiro embora a Justiça nunca o tenha condenado por crimes comuns. A resposta às acusações de malfeitorias, ele deu no nome do partido que fundou em 2002: a União Nacional dos Cidadãos Éticos, a Unace.
O general Oviedo dos últimos tempos já não tinha tanto poder como nos anos 90, quando dava as cartas na política paraguaia mesmo do cárcere no Brasil ou no Paraguai. À frente da Unace, terceira força política de Assunção, ele ajudou a tirar em 24 horas Fernando Lugo do palácio presidencial Los López, em junho. Deu apoio incondicional ao vice-presidente Federico Franco, do Partido Liberal, que tomou posse imediatamente após Lugo ser destituído. Quando, em retaliação, Brasil, Argentina e Uruguai suspenderam seu país do Mercosul, o campo oviedista espalhou boatos de que Assunção negociava bases militares com os EUA para a surpresa do Pentágono.
Oviedo, porém, estava em terceiro na disputa pela eleição presidencial de abril, com pouquíssimas chances de vencer. O grande favorito é o colorado Horácio Cartes, considerado pela diplomacia americana o homem que mais lava dinheiro no Paraguai.
Cartes também seria um dos maiores contrabandistas de cigarros do mundo. Ele nega ambas as acusações.
Lino Oviedo, que viveu no Brasil por quatro anos em exílio, foi um dos participantes do golpe que acabou com a ditadura de Stroessner, derrubado na madrugada de 2 para 3 de fevereiro de 1989.
Lino Oviedo, morreu na noite de sábado (2 de fevereiro de 2013), na queda de um helicóptero na província de Chaco. O general reformado viajava com seu segurança e o piloto, que presumivelmente mudou a rota da viagem por causa do mau tempo.
Líder do partido Unace, ele embarcou ontem à noite, 2 de fevereiro em um helicóptero para voltar a Assunção após participar de um comício na cidade de Concepción, mas a aeronave perdeu contato com a torre de controle cerca de duas horas depois.
Membros do Serviço de Busca e Resgate, compostos por homens da Força Aérea e do Corpo de Bombeiros Voluntários, localizaram um helicóptero acidentado na cidade de Presidente Hayes com os corpos carbonizados de três pessoas, segundo um repórter do jornal ABC Color que acompanhou a equipe. Pouco depois, o ex-senador Víctor Galeano Perrone, ligado a Oviedo, confirmou que o candidato era um dos mortos.
Logo após a confirmação da notícia, o presidente do Paraguai, Federico Franco, expressou seu pesar “à família do general, aos simpatizantes de seu partido e a todo o povo paraguaio pela perda de um dos heróis militares” da “façanha libertária de 2 e 3 de fevereiro de 1989”, em alusão ao golpe que pôs fim à ditadura de Alfredo Stroessner. Franco fez esta declaração na saída de uma missa na catedral de Itá, cidade a cerca de 30 quilômetros de Assunção, durante a qual foi informado sobre a morte.
Desde 2008, quando acabou em terceiro lugar na eleição presidencial, a força de Oviedo estava no subterrâneo nos bastidores do Congresso e entre setores militares. Ao falar em atentado, oviedistas buscam explorar o efeito político da queda do helicóptero. Tentam, sobretudo, garantir que o mito de Oviedo sobreviva à morte do general.
Foi decretado no domingo (3 de fevereiro) luto oficial de três dias no Paraguai pela morte do candidato presidencial.
(Fonte: http://noticias.terra.com.br/mundo – AMÉRICA LATINA – 3 de fevereiro de 2013)
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(Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/internacional – Notícias – Internacional – Roberto Simon, de O Estado de S. Paulo – 3 de fevereiro de 2013)
- Lino Oviedo, general reformado e candidato presidencial pela Unace (foto de 12/01/2013) (Foto: AFP)


