Matteo Messina Denaro, líder mafioso, último chefe da máfia siciliana na Itália, chefe da Cosa Nostra, condenado 20 vezes à prisão perpétua, entre elas, por participação no assassinato do juiz antimáfia Giovanni Falcone, que inspirou os filmes “O Poderoso Chefão”

0
Powered by Rock Convert

Matteo Messina Denaro, chefão da máfia siciliana

Matto Messina Denaro é preso na Sicília após 30 anos foragido — (Foto: Carabinieri Military Police/via Reuters)

 

Matteo Messina Denaro, líder mafioso, último chefe da máfia siciliana na Itália, chefe da Cosa Nostra que passou quase 30 anos foragido.

Ele era responsável por comandar o grupo mafioso Cosa Nostra na região de Trapani, na Sicília.

Messina Denaro foi, durante muitos anos, uma figura de destaque da Cosa Nostra, o sindicato do crime siciliano que inspirou os filmes “O Poderoso Chefão”.

Foi um dos mais cruéis, condenado 20 vezes à prisão perpétua, entre elas, por participação no assassinato do juiz antimáfia Giovanni Falcone, em 1992.

Messina Denaro era tido como o último representante da “era dos massacres” da Cosa Nostra, período entre o fim dos anos 1980 e início dos anos 1990 em que a máfia cometeu atentados nas principais cidades italianas. Dois deles, ambos em 1992, custaram as vidas dos juízes antimáfia Giovanni Falcone e Paolo Borsellino.

O líder mafioso era considerado o “chefe dos chefes” da Cosa Nostra desde a prisão de Bernardo Provenzano (1933-2016), o sucessor do sanguinário Salvatore “Totò” Riina (1930-2017), em 2006. Messina Denaro ficou foragido entre 1993 e janeiro de 2023 e procurou tirar a máfia siciliana dos holofotes, também diversificando os investimentos para lavar o dinheiro obtido com atividades criminosas.

Denaro também foi condenado por participar de uma série de atentados em Roma, Florença e Milão, em 1993, que mataram dez pessoas, e por ter ajudado a organizar o sequestro de Giuseppe di Matteo, de 12 anos, para tentar dissuadir o pai do menino de prestar depoimento contra a máfia. O menino foi detido por dois anos e depois assassinado.

Messina Denaro desapareceu no verão de 1993 e passou a liderar a lista das pessoas mais procuradas da Itália.

Apelidado pela imprensa italiana de “o último poderoso chefão”, Denaro não teria fornecido qualquer informação à polícia depois de ter sido detido em frente a uma clínica de saúde privada na capital siciliana, Palermo, em 16 de janeiro.

Além disso, ficou conhecido pelo estilo mulherengo e playboy, com inclinação por marcas de luxo, e pela crueldade contra inimigos. Ele se gabava de ter assassinado pessoas suficientes para “lotar um cemitério”, porém investigadores acreditam que ele nunca conseguiu reconstruir a estrutura unitária da Cosa Nostra, que se fragmentou após a era dos massacres.

Quem foi Messina Denaro, chefe da máfia italiana ‘Cosa Nostra’

Acusado pela Promotoria italiana de executar atentados na década de 1990, Denaro é apontado como um dos três principais líderes do Cosa Nostra, o maior grupo mafioso da Itália, e ficou foragido por mais de 30 anos até ser preso enquanto tratava um câncer.

A crueldade com as vítimas era uma das principais características do chefe da máfia italiana Matteo Messina Denaro, condenado 20 vezes a prisão perpétua e que morreu nesta segunda-feira (25) enquanto tratava um câncer no cólon.

Apelidado pela imprensa italiana de “o último poderoso chefão”, Denaro é apontado pela Promotoria da Itália como um dos três principais chefes do Cosa Nostra, a maior organização criminosa da Europa e uma das maiores do mundo, servindo de inspiração para a história do filme “O Poderoso Chefão”.

Segundo as investigações, Denaro, de 61 anos, costumava torturar prisioneiros da máfia e se vangloriava de “encher um cemitério inteiro”. Em um dos casos, ele mandou matar com ácido o filho de um membro da Cosa Nostra que se arrependeu e deixou o grupo.

Embora oficialmente declarasse trabalhar no campo, Messina Denaro entrou na Cosa Nostra por conta de seu pai, que também foi um importante chefe da máfia na Sicília.

Ele assumiu a chefia do grupo ao substituir Salvator Riina, também conhecido como Totò Riina, que foi preso há exatos 30 anos e morreu na cadeira, em 2017. Na ocasião, a polícia também passou a procurar por Denaro, que entrou na clandestinidade.

O mafioso conseguiu se esconder por tanto tempo graças a uma forte rede de apoio da Cosa Nostra que inclui contratos de confidencialidade com outros mafiosos e seus parentes em uma espécie de “código de silêncio”.

Foi essa rede, segundo a Promotoria italiana, que garantia diferentes esconderijos a Denaro, além de lhe fornecer comida, roupas limpas e comunicação.

Messina Denaro tinha uma base de poder na cidade portuária de Trapani, no oeste da Sicília.

Atentados

Denaro é acusado de uma ser responsável direta ou indiretamente por uma série de assassinatos ao longo da década de 1990. Ele foi sentenciado a prisão perpétua por seu papel em ataques a bomba em Florença, Roma e Milão, que mataram dez pessoas.

O mafioso também é apontado pela Promotoria italiana como o autor de dois atentados a bomba na Sicília, em 1992. Nos atos, os principais promotores que investigavam a máfia à época, Giovanni Falcone e Paolo Borsellino, foram mortos.

Ele também é acusado de ter ajudado a organizar o sequestro de Giuseppe di Matteo, de 12 anos, para fazer com que o pai do garoto não depusesse contra a máfia. O menino ficou nas mãos da máfia por dois anos e depois foi assassinado.

Messina Denaro foi preso no agosto passado em uma clínica particular em Palermo, na capital da Sicília, enquanto fazia um tratamento para melhorar do câncer.

De acordo com registros médicos vazados para a mídia italiana, ele foi submetido a uma cirurgia para câncer de cólon em 2020 e 2022 com nome falso.

Espera-se que seu corpo seja devolvido à Sicília nos próximos dias para um funeral privado, disse um funcionário do governo para a agência de notícias Reuters.

Messina Denaro faleceu aos 61 anos de idade em um hospital de L’Aquila, no centro da Itália.

O falecimento foi anunciado na madrugada da segunda-feira (25), noite de domingo no Brasil, e marca o fim de uma era na poderosa máfia siciliana.

Messina Denaro lutava contra um tumor no cólon havia três anos e estava internado desde agosto, cercado por um forte esquema de segurança. Na última sexta (22), os médicos declararam que ele havia entrado em coma irreversível.

Com base no testamento biológico deixado pelo chefão da Cosa Nostra, o hospital suspendeu a alimentação intravenosa, já que ele tinha expressado sua contrariedade à persistência terapêutica quando não houvesse mais possibilidade de reversão do quadro.

O “padrino” passou por quatro cirurgias e diversos ciclos de quimioterapia desde 2020, inclusive quando ainda estava foragido.

Em janeiro passado, foi preso em um hospital privado de Palermo, na Sicília, onde fazia tratamento sob uma identidade falsa.

Logo após a captura, os médicos da penitenciária de segurança máxima de L’Aquila para onde Messina Denaro foi levado constataram que o quadro de saúde era grave. Inicialmente, o mafioso passou por sessões de quimioterapia na cadeia, em uma cela com enfermaria, enquanto cumpria pena de prisão perpétua em regime de isolamento total por associação mafiosa, homicídios, atentados e posse e transporte de explosivos.

Em agosto, sua condição piorou, e ele foi levado para um hospital, de onde não sairia mais com vida. Antes de perder a consciência, reconheceu a paternidade e deu o sobrenome para sua filha Lorenza, nascida durante seu período como foragido.

A herdeira do ex-homem mais procurado da Itália passou os últimos dias ao lado do leito do pai, assim como a sobrinha Lorenza Guttadauro, advogada do mafioso.

Messina Denaro foi sepultado no jazigo da família em Castelvetrano, na Sicília, após um funeral não religioso, vontade deixada por escrito pelo líder da Cosa Nostra.

(Direito autoral: https://www.msn.com/pt-br/noticias/brasil – Itatiaia/ NOTÍCIAS/ BRASIL/ História por Redação Itatiaia – 25/09/23)

(Direito autoral: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2023/09/25 – MUNDO/ NOTÍCIA/ Por g1 – 

Com a agência de notícias Reuters

© Copyright 2000-2023 Globo Comunicação e Participações S.A.

Powered by Rock Convert
Share.