Paulinho da Aba, bamba do samba e do pandeiro

Paulinho da Aba, bamba do samba e do pandeiro (Crédito da imagem: Paulinho da Aba na capa do álbum Onde o samba mora)
Paulo Roberto Corrêa (1º de março de 1945 – Rio de Janeiro (RJ), 26 de setembro de 2017), foi um bamba do samba carioca que conseguiu projeção fora da roda quando Martinho da Vila gravou em 1984 o samba Na aba, composto por Paulo com Ney Silva e com Mestre Trambique (1945 – 2016).
O nome artístico é referência ao seu maior sucesso como compositor, “Na aba” (com Ney Silva e Trambique), gravada por Bezerra da Silva, em 1982, e depois, em 1984, por Martinho da Vila. Foi quando a música virou sucesso. É aquela que diz: “Na Aba do meu chapéu/ Você não pode ficar/ Porque meu chapéu tem aba curta/ Você vai cair
/E vai se machucar”.
Lançado sem repercussão na voz de Bezerra da Silva (1927–2005) em 1982, o samba fez tanto sucesso com Martinho que Paulo Roberto Corrêa virou para sempre Paulinho da Aba.
Martinho é de Vila Isabel, como era Paulo, o bamba que saiu de cena, na cidade natal do Rio de Janeiro (RJ), aos 72 anos, em decorrência de AVC.
Contudo, antes de se projetar como compositor na aba de Martinho, Paulinho já era músico requisitado. Percussionista, logo aprendeu a manusear com maestria o pandeiro, instrumento que lhe tornou um craque dos palcos e dos estúdios. O toque desse pandeiro foi ouvido em discos e shows de cantores como Beth Carvalho, Clara Nunes (1942–1983), João Nogueira (1941–2000) e o próprio Martinho.
Há dois anos, em 2015, Paulinho da Aba lançou um tardio primeiro álbum solo, Onde o samba mora, disco no qual o criador deu voz às próprias criações. Foi um registro autoral de obra que inclui composições como O samba é a minha escola (1995), parceria com Mart’nália, Agrião e Claudio Jorge lançada pela filha de Martinho da Vila.
Durante anos, Paulinho tocou seu pandeiro nas bandas Martinho da Vila, Sargentelli e Beth Carvalho, além de ter gravado com grandes estrelas da nossa música: Roberto Ribeiro, Clara Nunes e, entre outros, João Nogueira.
Encerrada na tarde de 26 de setembro de 2017, em hospital carioca, a trajetória do bamba, iniciada ainda precocemente, nos programas de calouros da década de 1950, e atingiu o ápice nos anos 1970 e 1980. O samba de Paulinho da Aba agora mora na dimensão do infinito.
(Fonte: http://g1.globo.com/musica/blog/mauro-ferreira – MÚSICA/ Por Mauro Ferreira – 27/09/2017)
(Fonte: http://blogs.oglobo.globo.com/ancelmo/post – RIO / POR DANIEL BRUNET – 26/09/2017)

